Em 2025, os feminismos protagonizaram mobilizações históricas, como as marchas das mulheres indígenas e das mulheres negras, barraram retrocessos — a exemplo da articulação contra o chamado “PDL da pedofilia” — e atuaram pelo avanço dos nossos direitos, como na Conferência de Políticas para as Mulheres. A Associação Portal Catarinas acompanhou de perto esses processos, articulando jornalismo, formação socioeducativa e ação política para fortalecer e garantir direitos.

Seguimos firmes na missão de defender e promover os direitos humanos e sociais de meninas, mulheres e pessoas LGBTQIA+, racializadas e em situação de vulnerabilidade, às vésperas de celebrar 10 anos de atuação, em 2026. Ainda assim, não deixamos de evidenciar os desafios enfrentados ao longo do caminho.

Como outros veículos de jornalismo independente e organizações feministas, sentimos diretamente os impactos dos cortes em editais de financiamento ao terceiro setor. Produzir jornalismo feminista exige recursos e nossa equipe se desdobrou na busca por projetos e financiamentos que sustentassem esse trabalho. Por isso, somos gratas ao apoio de organizações, fundos e de nossas leitoras que recebemos ao longo de 2025.

É esse apoio que torna possível produzir conteúdos de impacto, como o Guia da Esperança, publicação que apresenta diretrizes para enfrentar as desigualdades de gênero em contextos de crise climática. Também nos permite contar histórias como a da menina que, diante da pressão de grupos antidireitos, enfrentou uma ação judicial para tentar impedir seu acesso ao aborto legal após ser vítima de estupro. A repercussão da reportagem gerou uma mobilização de redes feministas, que se uniram para garantir apoio à família, reforçando a importância da solidariedade e da luta coletiva.

Ao longo do ano, também realizamos duas edições do Narrar Para Transgredir, que oferece oficinas de educomunicação para jovens das periferias de Florianópolis (SC). A iniciativa reforça a importância do protagonismo juvenil e do enfrentamento à desinformação e ao discurso de ódio entre jovens.

Encerrar este ano é, para nós, reafirmar que resistir também é construir. Em meio a ataques, silenciamentos e disputas políticas, seguimos escolhendo reportar a realidade a partir das vidas que resistem e atuam por uma sociedade mais justa.

O Catarinas segue em movimento, sustentado pela força coletiva, pela confiança das leitoras e pela certeza de que o jornalismo feminista não apenas registra a história — ele a transforma. Seguimos juntas rumo à nossa primeira década de história!

Acompanhe nossa retrospectiva:

Produtos

Guia da Esperança: práticas para garantir justiça reprodutiva e climática 

A partir da integração entre conhecimento científico e experiências vividas por ativistas feministas durante o desastre climático no Rio Grande do Sul em 2024, a publicação apresenta diretrizes para enfrentar as desigualdades de gênero em contextos de crise climática. 

A publicação é uma produção do Catarinas, alinhada ao compromisso com o FP2030, uma iniciativa global que busca garantir acesso universal ao planejamento familiar e aos direitos reprodutivos até 2030, com o apoio da FP2030, Share-Net Colômbia, Profamilia e Save the Children. Disponível em português e em espanhol.

Relatório Memórias, perdas e resistências das mulheres nas enchentes do Rio Grande do Sul

O documento reúne relatos de lideranças feministas que participaram das Oficinas de Incidência Política para Justiça Reprodutiva e Climática, promovidas pelo Catarinas no início de agosto em Porto Alegre (RS). 

As oficinas aconteceram no Espaço Força e Luz, centro da capital gaúcha, nos dias 1 e 2 de agosto, e tiveram apoio do Instituto E Se Fosse Você?. A iniciativa integra o compromisso do Catarinas com o FP2030 e também tem o apoio da FP2030, Share-Net Colômbia, Profamilia e Save the Children. Disponível em português e espanhol.

Quinta temporada do podcast Narrando Utopias

Ao apresentar a agroecologia como um caminho possível para o enfrentamento da crise climática, a nova temporada destaca práticas e iniciativas que articulam saberes ancestrais e conhecimentos científicos voltados à adaptação e à mitigação dos impactos dos eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes e imprevisíveis. A temporada é composta por quatro episódios:

A produção foi selecionada pelo Edital Camp Serrapilheira 2024: Podcasts, do Instituto Serrapilheira, que apoiou produções lideradas por pessoas negras e que colocam a ciência e o método científico no centro das narrativas.

Ataques aos direitos reprodutivos

Série de conteúdos educativos de combate às desinformações e ameaças aos direitos reprodutivos no Brasil. O especial abordou o Projeto de Lei 1904/2024, que equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples no Código Penal brasileiro, inclusive nos casos de gravidez resultante de estupro; e a Proposta de Emenda Constitucional 164/2012, que quer alterar o artigo 5º da Constituição para determinar que a inviolabilidade do direito à vida se aplica desde a concepção. Materiais publicados:

A série foi apoiada pelo Fundo de Ação Urgente da América Latina e Caribe.

Narrar Para Transgredir

Em 2025, promovemos duas edições do Narrar Para Transgredir, projeto de educomunicação do Catarinas com jovens das periferias de Florianópolis.

Marista Escola Social Lucia Mayvorne

Com o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis, estudantes entre 14 e 18 anos da Marista Escola Social Lucia Mayvorne, localizada no Maciço do Morro da Cruz, participaram da edição, que tratou sobre educação sexual. Os adolescentes produziram pautas sobre a importância da educação sexual nas escolas e o enfrentamento ao assédio nas instituições educacionais.

Instituto Estadual de Educação de Santa Catarina

Dedicada ao enfrentamento da violência de gênero mediada pela tecnologia, a edição foi selecionada pelo edital ELAS+ Cidadania Digital e desenvolveu oficinas de comunicação e letramento em gênero com estudantes de 16 a 18 anos do Instituto Estadual de Educação de Santa Catarina. As pautas desenvolvidas tratam sobre relações familiares tóxicas, lista de filmes com vivências LGBTQIA+, chantagem emocional e paternidade responsável.

Publicações especiais

Sou mãe e fiz um aborto

Mães entrevistadas pelo Catarinas compartilham suas vivências e defendem o acesso ao direito sem restrições. Para elas, o aborto não nega a maternidade, pelo contrário, pode ser um caminho para que ela seja vivida com mais responsabilidade e cuidado.

Rede antiaborto pressiona adolescente de 13 anos a ter filho do estuprador e depois a abandona

Um ano depois, a família vive sequelas emocionais e financeiras: a ajuda da organização que promete ‘acolhimento’ não chegou depois do parto.

Homens trans e pessoas transmasculinas engravidam e abortam, mas o sistema de saúde não os reconhece

Muitas pessoas transmasculinas e homens trans nem chegam a procurar o atendimento por medo de sofrer violências, acabam recorrendo a métodos caseiros, sem segurança e sem acompanhamento posterior.

Abortei dentro da lei. Por que me trataram como criminosa?

Relato de uma mulher de 26 anos expõe a violência institucional no acesso ao aborto legal no Brasil.

PMs de SC cometem, em média, 20 crimes de violência doméstica contra as mulheres por ano

Levantamento exclusivo com dados de 2019 a 2024, obtidos via Lei de Acesso à Informação, mostra aumento de 366% nos últimos seis anos.

Dorca, a menina indígena de 12 anos que morreu por estar grávida

Dorca falava três línguas, warao, português e espanhol, mas nenhuma foi suficiente para traduzir seu direito de viver.

Região Sul: Aborto legal mais perto da Argentina do que do SUS

O estigma é um agravante que atravessa todo o sistema, mas se intensifica quando o aborto legal envolve vítimas de violência sexual.

Reconhecimentos

A reportagem “PMs de SC cometem em média 20 crimes de violência doméstica contra as mulheres por ano”, publicada por Laura Machado no Catarinas, foi finalista da sétima edição do Prêmio Livre.jor de Jornalismo-Mosca. A premiação reconhece e valoriza reportagens e projetos jornalísticos que promovem a transparência e o direito de acesso à informação pública.

“‘A ONG evaporou’: Rede antiaborto pressiona adolescente de 13 anos a ter filho do estuprador e depois a abandona”, reportagem de Schirlei Alves e Paula Guimarães e parceria entre Catarinas e Intercept Brasil, é finalista da categoria texto do 5º Prêmio ACI OCESC de Jornalismo, promovido pela Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

O Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, reconheceu que o Catarinas tem práticas de excelência e de transparência na relação com as audiências. A organização obteve todos os 11 pontos dentro do Programa de Indicadores de Compromissos com o Público — o nono veículo brasileiro a alcançar essa pontuação na iniciativa.

O relatório “‘Proteger nossas crianças’: PL 1904 protagoniza debate sobre aborto em 2024” identificou que o Catarinas foi um dos 10 perfis no Instagram que mais gerou engajamento ao falar sobre o projeto de lei. O estudo foi publicado pelo Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab/UFRJ) em maio deste ano. Durante toda a mobilização, nos posicionamos de forma contrária ao PL 1904, que representa uma ameaça aos direitos das crianças, mulheres e pessoas que gestam.

Parcerias, eventos e publicações

– Nos primeiros meses do ano, publicamos textos que integram a Cartilha Violência Psicológica Contra a Mulher, produzida pelas organizações da Aliança Pelas Mulheres (APM).

– Em março, estivemos presentes no lançamento do relatório “Jornalismo na era do #MeToo”, da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que detalha vivências de jornalistas na cobertura de temas sobre justiça reprodutiva, violência de gênero e feminismo. O lançamento fez parte da programação do evento Mulheres no Jornalismo, organizado pela Coalizão em Defesa do Jornalismo; Paula Guimarães, co-fundadora e diretora executiva do Catarinas, também participou, no mesmo evento, da mesa “Jornalismo e Direitos das Mulheres”.

– Em junho, fomos selecionadas para participar da Jornada de Inteligência Artificial (IA) para Negócios Jornalísticos, programa da Google News Initiative com objetivo de impulsionar a transformação digital de veículos brasileiros ao longo de 2025. A equipe do Compreendemos a IA como uma ferramenta de apoio ao trabalho humano, nunca como substituta da nossa produção jornalística e socioeducativa, e utilizamos de forma crítica e atenta aos impactos positivos e negativos que pode gerar, especialmente sobre meninas, mulheres, pessoas racializadas, migrantes e LGBTQIA+.

– Ainda em junho, foi lançada a edição 17 da newsletter Futuro do Cuidado com o tema “Maternidade e infância não combinam”, fruto da parceria com a Anis -Instituto de Bioética. 

– Em julho, Paula Guimarães, co-fundadora e diretora executiva do Catarinas, participou como palestrante no 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, na mesa Como investigar o aborto legal que está sob ataque no Brasil?.

– Agosto foi marcado pela Marcha das Mulheres Indígenas que ocupou Brasília (DF) na luta pela cura da terra, proteção e preservação do corpo-território dessas mulheres. 

– Ainda em agosto, o edital Oupa Mana selecionou quatro propostas de ações ou atividades sobre Justiça Reprodutiva e Justiça Climática.

– Em setembro, colaboramos com a série de reportagens do projeto Aborto e Democracia, da Artigo 19 e AzMina, que investiga as barreiras de acesso aos direitos reprodutivos em cada região do país. As matérias foram produzidas em parceria com os veículos feministas: Paraíba Feminina, Portal Catarinas e Nós, Mulheres da Periferia.

– Em outubro, a campanha Criança Não é Mãe promoveu, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Conselho Federal de Psicologia, o curso “Criança Não É Mãe: Fortalecendo o Atendimento do SGDCA (Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente) a Vítimas de Violência Sexual”, voltado a profissionais que atuam na proteção dos direitos de crianças e adolescentes;

– Outubro também foi marcado pelo “Embaixo da língua”, bregafunk cantado pela artista Rayssa Dias durante evento com pesquisadores e ativistas sobre aborto em Belo Horizonte (MG).

– Novembro contou com a publicação da reportagem de Kelly Ribeiro, repórter do Catarinas, no âmbito do programa de microbolsas de jornalismo Marcha das Mulheres Negras 2025, promovido pelo Brasil de Fato e pela Fundação Rosa Luxemburgo.

– No mesmo mês, com apoio do Fundo Baobá, estivemos presentes na Marcha das Mulheres Negras, realizada em Brasília (DF), evento que apresentou uma agenda histórica pelo bem viver da população negra do Brasil.

– Ainda em novembro, a 18º edição da newsletter Futuro do Cuidado teve como tema “Direito ao aborto é fundamental à democracia”

Financiamentos

Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio)

Edital Público de Apoio à Resiliência Cibernética 2025, promovido pelo projeto Pegabot, do ITS Rio, com financiamento da União Europeia. Voltado a jornalistas, defensoras e defensores de direitos humanos e organizações da sociedade civil que enfrentam ameaças no ambiente digital, o edital tem como objetivo fortalecer a segurança cibernética de quem atua na promoção e defesa dos direitos humanos.

Fundo Elas+

Edital “ELAS+ Cidadania Digital”, que apoia organizações comprometidas com o enfrentamento à violência de gênero facilitada pela tecnologia (VGFT) e com a construção de políticas e ações voltadas à cidadania digital de mulheres e pessoas LBT+. Apoiou a promoção da terceira edição do Narrar Para Transgredir.

Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ)

Apoia organizações que produzem cobertura e investigação de acontecimentos relevantes para o cotidiano da população local, promovendo cidadania por meio da informação e contribuindo para o debate público e a participação social. O apoio fortalece a cobertura jornalística focada em Santa Catarina.

FP2030

Parte do compromisso do Catarinas com o FP2030, uma iniciativa global que busca garantir acesso universal ao planejamento familiar e aos direitos reprodutivos até 2030, com apoio da Share-Net Colômbia, Profamilia e Save the Children. Desenvolvimento das oficinas Incidência Política para Justiça Reprodutiva e Climática em Porto Alegre, entrega de carta a autoridades públicas e produção e publicação do Relatório Memórias, perdas e resistências das mulheres nas enchentes do Rio Grande do Sul.

Comunicação, Saúde e Gênero – Oficinas para juventude periférica de Florianópolis

Prefeitura Municipal de Florianópolis. Apoiou a segunda edição do Narrar Para Transgredir.

Ações políticas

– Em março, assinamos a carta do ‘Movimento Chega de Estupro’, formado por organizações feministas, enviada à reitoria da Universidade Santa Marcelina, de São Paulo (SP), que pedia medidas para responsabilizar os estudantes fotografados segurando uma bandeira com frase que remetia à violência sexual.

– Em maio, o vídeo “Maternidade não é coisa de criança”, lançado pela campanha Criança Não é Mãe, alertou sobre a urgência da sociedade proteger a vida e o futuro das crianças brasileiras. Com direção de Angela Freitas e locução da atriz Alice Carvalho, o vídeo evidencia os impactos permanentes da gestação forçada em meninas, como o abandono escolar, o sofrimento psicológico e o rompimento de seus projetos de vida;

– Em agosto, entregamos uma carta coletiva escrita por mulheres que atuaram nas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que cobra respostas sobre a proteção das populações mais vulneráveis e sobre as medidas para mitigar os efeitos da crise climática. O documento foi entregue pessoalmente ao deputado Pepe Vargas (PT), presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), e à deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), procuradora da mulher na ALRS, e enviada por e-mail a órgãos do governo estadual, deputadas e deputados estaduais, e aos Ministérios da Saúde, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, dos Direitos Humanos e da Cidadania, do Desenvolvimento Social, e das Mulheres.

– Em setembro, participamos da ação “Proteja os jornalistas em Gaza”. Em conjunto com meios de comunicação e organizações em defesa da liberdade de imprensa de diferentes países, o Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) pediam que Israel abrisse as fronteiras de Gaza para que jornalistas internacionais possam informar livremente e que cumprisse suas obrigações internacionais de proteger jornalistas como civis;

– Novembro se iniciou com os atos contra o PDL da Pedofilia em diversas cidades do país. O projeto de lei susta a Resolução nº 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece protocolos para o atendimento humanizado e célere de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual que buscam o direito ao aborto legal. 

– Em novembro, estivemos presentes nos atos por justiça pelo feminicídio de Catarina Kasten, professora e pós-graduanda, violada e morta no caminho entre as praias da Armação e do Matadeiro, em Florianópolis. Os atos ocorreram um dia após a morte, em 22 de novembro, e também em 25 de novembro, data que marca a luta pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, reunindo mobilizações contra o feminicídio e pela liberdade de Sonia Maria de Jesus.

– Participamos, ainda em novembro, da Marcha das Mulheres Negras, realizada em Brasília (DF), que entregou ao governo federal o “Manifesto das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver”

– Em dezembro, o Levante Mulheres Vivas, em conjunto com outros movimentos sociais, mobilizou atos em todas as regiões do país pelo fim do feminicídio e da violência contra a mulher em resposta à escalada brutal da violência de gênero no Brasil.

– Ainda em dezembro, a aprovação do Projeto de Lei 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria trouxe de volta a mobilização #congressoinimigodopovo e a convocação de dezenas de atos nacionais que levou milhares às ruas contra a redução da pena dos envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.

APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE


Fazer uma matéria como essa exige muito tempo e dinheiro, por isso precisamos da sua contribuição para continuar oferecendo serviço de informação de acesso aberto e gratuito. Apoie o Catarinas hoje a realizar o que fazemos todos os dias!

CONTRIBUA COM QUALQUER VALOR NO PIX

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas