Estão abertas as inscrições para o quinto edital Ocupa Mana, destinado a grupos de adolescentes negras/os/es e/ou indígenas, de 12 a 18 anos. A iniciativa selecionará quatro propostas de ações ou atividades sobre Justiça Reprodutiva e Justiça Climática, com apoio de até R$6 mil por projeto. As inscrições vão até 15 de agosto.

O objetivo é fortalecer a participação de jovens em pautas como autonomia sexual, combate às violências de gênero, enfrentamento ao racismo e aos impactos das mudanças climáticas — especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade.

As propostas podem incluir debates, oficinas, publicações, ações de mobilização e outras iniciativas que promovam direitos sexuais e reprodutivos, enfrentem desigualdades e incentivem soluções para a crise climática.

O que é Justiça Reprodutiva?¹

Justiça Reprodutiva é um conceito formulado por mulheres, especialmente mulheres negras, que busca promover o bem-estar mental, espiritual, social, econômico, sexual e reprodutivo, tanto no âmbito individual quanto coletivo. 

O conceito compreende que as lutas por justiça racial, justiça social e pela efetivação dos direitos humanos são essenciais para garantir os direitos sexuais e reprodutivos. 

A justiça reprodutiva defende que vidas e sociedades justas só podem ser alcançadas quando todas as pessoas tiverem poder econômico, social, político e recursos para tomar decisões saudáveis sobre suas próprias trajetórias, em todas as áreas da vida, individual e coletivamente.

O que é Justiça Climática?

Justiça climática está profundamente ligada à justiça social e racial, e aos impactos das mudanças climáticas, expondo como os mais vulneráveis, aqueles que menos contribuíram para o problema, são os que mais sofrem as consequências.

É nas periferias e na zona rural, por exemplo, que enchentes e deslizamentos mais ameaçam a vida das pessoas. Isso acontece porque historicamente foram dados a essas regiões menos estrutura e recursos em termos de moradia, acesso à saúde e outros direitos.

Além disso, pessoas atravessadas por diferentes formas de desigualdades, como em situação de vulnerabilidade econômica, mulheres, crianças, pessoas negras, indígenas, imigrantes e refugiadas, pessoas com deficiência e outras minorias, são mais suscetíveis a sofrer as consequências da emergência climática e têm menos possibilidades de adaptação.

Quem pode participar:

  • Grupos de adolescentes e jovens (12 a 18 anos);
  • Pessoas de 12 a 18 anos negras/os/es e/ou indígenas do gênero feminino cis ou trans, meninos e jovens, transmasculines e não bináries.
  • É incentivada a candidatura de grupos de adolescentes: negras/es/os ou indígenas, trans, travestis, não-binárias e com deficiência;

Cronograma:

  • Inscrições: 1º a 15 de agosto de 2025
  • Resultado: 22 de agosto de 2025
  • Execução dos projetos: 1º de setembro a 23 de novembro de 2025

Serviço: 

Formulário de inscrição: Acesse aqui

Período de inscrições: 1º a 15 de agosto

Divulgação do resultado: 22 de agosto de 2025

Dúvidas: [email protected]

Leia o edital completo:


Nota de rodapé

1 – Conceito apresentado pelo projeto Ciclo de Amor do grupo Girl Up Nise da Silveira #OcupaManaporJustiçaReprodutiva no ebook “Concurso (Re)Produza Justiça”. Acesse aqui.

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