Quem somos

Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que transforma jornalismo em força de mudança. Unimos jornalismo independente, formação socioeducativa e incidência política para enfrentar desigualdades e defender direitos humanos com perspectiva feminista, antirracista e interseccional. Nosso trabalho é orientado por princípios de justiça social, incluindo a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, entendidos como fundamentais para a autonomia e dignidade das pessoas.

O que fazemos

Jornalismo independente, feminista, antirracista e orientado pela ética dos direitos humanos.

Projetos socioeducativos focados em educomunicação, formação popular e fortalecimento de lideranças feministas e LGBTQIA+.

Campanhas e articulações de incidência, conectando dados, evidências e experiências para influenciar políticas públicas e práticas institucionais.

Atuação em redes e coalizões nacionais e internacionais no campo do jornalismo e dos direitos humanos.

Impacto

Impulsionamos mudanças em políticas públicas, ampliamos a participação de diferentes atores sociais nos espaços de decisão e fortalecemos a capacidade de comunidades exercerem protagonismo e incidirem sobre questões que afetam diretamente suas vidas.

O nosso jornalismo

Praticamos jornalismo de causafeministaantirracistaanticapacitistaanticapitalistatransafirmativa e em defesa dos direitos LGBTQIA+

Reportamos e interpretamos os fatos de forma crítica, levando em conta como várias formas de opressão — machismo, racismo, lgbtfobia, classismo e capacitismo — se entrelaçam e impactam a vida de cada pessoa.

Acreditamos que o jornalismo tem papel fundamental na produção de sentidos e de conhecimento, e por isso atuamos com intencionalidade política para romper com as lógicas que sustentam desigualdades e violências históricas.

Jornalismo como prática feminista

Em um momento de avanço de projetos autoritários, armamentistas e fundamentalistas no Brasil e na América Latina, intensifica-se a violência contra corpos feminizados, LGBTQIA+ e racializados.

Como alerta a antropóloga Rita Segato, vivemos uma “guerra informal” em que estupro, feminicídio, homofobia, transfobia e racismo atuam como uma pedagogia da crueldade, ensinando medo e submissão. 

Para romper com essa lógica, somos inspiradas pela intelectual Lélia Gonzalez, denunciando as opressões coloniais, escravocratas e patriarcais que atravessam corpos e territórios, e pela pesquisadora Letícia Nascimento, que nos lembra: “não existe corpo errado, existe corpo possível”, ao reconhecer pessoas trans, travestis e não binárias como protagonistas na luta por igualdade de gênero.

Frente à pedagogia da violência, nos inspiramos na pedagogia da pergunta, de Paulo Freire, que aposta na conscientização como caminho para construção de uma sociedade mais justa, democrática e plural, a partir do diálogo, da escuta e da ação. 

Inspiradas em bell hooks, aplicamos a pedagogia feminista ao jornalismo e a outras frentes de atuação: cada trabalho vira um espaço colaborativo de aprendizado, onde repórteres, leitoras/es e comunidades constroem conhecimento juntos, transformando nossas matérias em laboratórios de transformação social.