Em meio ao recorde de casos de feminicídio e à permanência de desigualdades estruturais no mundo do trabalho, as manifestações do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, voltam a ocupar as ruas do país. A data, historicamente marcada pela luta por direitos, ganha novos contornos diante da intensificação da violência de gênero e da precarização das condições de vida.

Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio, segundo os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, maior número desde a tipificação do crime e justamente quando a Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) completa uma década. Os dados evidenciam que, apesar dos avanços legislativos, a violência letal contra as mulheres permanece como uma realidade alarmante.

A desigualdade também se expressa na divisão do trabalho. Dados da pesquisa  “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 2024 mostram que mulheres gastam 10 horas semanais a mais no trabalho doméstico e de cuidado não remunerado em comparação aos homens.

Nesse contexto, os atos deste 8 de março incorporam reivindicações ligadas às condições de trabalho, como a redução da escala 6×1, modelo que impõe seis dias consecutivos de jornada laboral para apenas um de descanso. A pauta dialoga diretamente com a realidade das mulheres que acumulam jornadas duplas e triplas entre emprego formal, trabalho informal e responsabilidades domésticas.

Diante desse cenário, marcado pelo impacto de crises e das disputas políticas e econômicas na América Latina e no mundo, mulheres de diferentes regiões irão às ruas para denunciar a violência, exigir condições dignas de trabalho e reafirmar a resistência histórica e necessária dos movimentos feministas.

Confira a agenda de atos pelo país:

NORTE

8 de março

9 de março

NORDESTE

7 de março

8 de março

9 de março

CENTRO-OESTE

8 de março

SUDESTE

6 de março

7 de março

8 de março

SUL

6 de março

7 de março

8 de março

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1 comentário

isis em 05 de março de 2026

obrigada por compartilhar! muito importante a convocação para esses atos diante do aumento da violência machista. uma sugestão e uma correção: acredito que seria útil deixar links para as marchas quando possível, e buscando aqui rapidamente, achei uma matéria do brasil de fato que indica que a marcha do rio de janeiro será no dia 8, não 9. abraços!

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