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Foto: Bruno Kelly/AmazoniaReal.

Mulheres convocam ato Bolsonaro Nunca Mais

Postado em 03/12/2021, 9:01

Vinte e nove organizações participam da convocação nacional para o ato neste sábado (4), em todo o país.

Vinte e nove organizações convocam as mulheres brasileiras para participarem da mobilização #BolsonaroNuncaMais, no próximo sábado (4), nas cinco regiões do país. Entre as cidades com atos confirmados estão Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campinas (SP), Santos (SP), Brasília (DF), Palmas (TO) e Florianópolis (SC).

“A luta pela derrubada de Bolsonaro do poder é em defesa da vida das mulheres, contra a fome, a carestia, a violência, pela saúde e pelos direitos reprodutivos das mulheres”, destaca a chamada do ato de Florianópolis, que reúne as principais reivindicações que irão pautar as manifestações no Brasil. O ato é integrado por diferentes organizações sociais, sindicais e partidárias que já participaram de edições anteriores.

Nesta edição, as mulheres são o centro do ato. “São elas que estão fazendo panfletagem, criando material e vão estar na linha de frente”, explica Marta Vanelli, vice-presidenta do PT Santa Catarina, coordenadora da Frente Fora Bolsonaro estadual, atuante no 8M em Florianópolis e professora estadual. 

As mulheres têm motivos de sobra para protestar contra o governo. Nós somos muito afetadas, não só na questão das violências, mas da fome. O homem sofre, mas a mulher sofre mais quando não consegue dar de comer para seu filho”, destaca a sindicalista. Segundo informações cedidas pela organização do ato, dos 68 milhões de brasileiros que receberam o auxílio emergencial do governo federal, 37,8 milhões eram mulheres. As mães solo representam 28% desse total, ou 10,8 milhões de brasileiras.

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Imagem: Divulgação.

Porém Vanelli destaca que os homens também são bem-vindos a participarem do ato. “Nós não estamos abrindo mão do compromisso e da contribuição dos homens, eles também estão convidados a protestarem, mas o protagonismo é das mulheres, assim como no 8 de março”, explica.

Marta destaca que o Brasil, apesar de ser um país com várias riquezas, tem uma grande classe trabalhadora pobre. Atualmente, segundo a organização da manifestação, 15 milhões de brasileiras/os estão desempregadas/os. O principal objetivo do ato é alcançar as mulheres das classes sociais mais empobrecidas pelo governo. “Queremos que essas mulheres engajem na nossa luta contra esse governo e que em 2022 consigamos tirar Bolsonaro do poder e eleger um governo democrático, que olhe para essa classe e para as mulheres e coloque os serviços públicos a serviço desses segmentos”, declara.

A luta social contra a carestia, ou seja, o contexto em que há o encarecimento do custo de vida, volta à cena como central. “Todo mês, as famílias precisam tirar algo do carrinho de compra”, exemplifica Marta. Essa reivindicação também estava presente nas manifestações contra a Ditadura Militar. “Apesar de não vivermos em uma Ditadura, temos um governo de extrema direita e um nível de fome, miséria e desemprego semelhante à época”, relaciona a sindicalista.

O ato também lembra as/os 604 mil brasileiras e brasileiros que perderam a vida para a pandemia de Covid-19, além de todos os danos ocasionados pela falta de políticas públicas do governo federal. “Foram as mulheres as que mais perderam emprego para cuidar das crianças, dos idosos e de quem adoecida. Foram elas as primeiras a morrer”, lembra a organização.

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Imagem: Divulgação.

Florianópolis

Em Florianópolis, a concentração será a partir das 9h30, no Largo Da Alfândega. A organização pede que os manifestantes levem uma panela vazia e um quilo de alimento não perecível. Será realizado um ato simbólico contra a fome que atinge a população. “Nada representa mais a fome e a carestia do que a panela vazia”, destaca Marta.

Confira a convocação nacional do Ato:

MULHERES CONTRA BOLSONARO DE TODO MUNDO: UNÍ-VOS! – DIA 04/12/2021 ÀS COMPANHEIRAS DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS,

Com Bolsonaro, cada dia que passa é mais destruição, seja da natureza, das políticas públicas e sociais, sejam direitos da classe trabalhadora.

Este projeto de morte ultra neoliberal mina todas as possibilidades de existência, especialmente da população mais pobre.

O grau de ataques que as mulheres têm sofrido no governo Bolsonaro é inegável.

O aumento da fome e da necessidade de cuidado nas famílias por nós chefiadas, a perda da renda e postos de trabalho, a escalada da violência machista nos espaços domésticos, na vida pública, nas cidades, no campo, nas florestas e nas águas! Temos que dar um basta!

Nós somos a maioria da sociedade que se opõe ao governo genocida de Bolsonaro, e já em 2018 demos o recado do que seria sua gestão quando fomos aos milhões nas ruas com o #EleNão.

É por isso que convocamos a todas a construir manifestações das Mulheres no dia 04/12, por BOLSONARO NUNCA MAIS! Construam plenárias, convoquem coletivos locais! 

Articulação

O ato Bolsonaro Nunca Mais de 4 de dezembro é integrado por 29 organizações que assinam a convocação: Campanha Nacional Fora Bolsonaro, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Confederação de Mulheres Brasileiras (CMB), Central de Movimentos Populares (CMP), Coletivo Juntas! Coletivo Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), Evangélicas pela Igualdade de Gênero (EIG), Frente Internacional Brasileira (FIBRA), Levante Popular da Juventude, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Movimento Negro Unificado (MNU), Movimento de Mulheres Olga Benário, Movimento Sem Terra (MST), Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (RENFA), Comissão Nacional de Mulheres Trabalhadora Rural da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Secretaria Nacional de Mulheres da Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), Secretaria Nacional de Mulheres da  União Nacional dos Estudantes (UNE), Secretaria Nacional de Mulheres do  Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT), Setorial Nacional de Mulheres do Partido Socialismo e Liberdade ( PSOL), Stop Bolsonaro Mundial, União Brasileira de Mulheres (UBM), União da Juventude Socialista (UJS), União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO).

A lista de cidades que terão o ato será divulgada nas redes sociais. Acesse aqui.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Veja a coluna da Daniela Valenga