Após reunir mais de três mil mulheres em sua primeira edição, o Festival Nacional MEL – Mulheres em Lutas retorna em 2026 consolidado como um território de encontro, cuidado, formação e resistência. A edição deste ano acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio, em São Paulo (SP). A programação conta com convidadas internacionais e nacionais ligadas ao ativismo feminista, parlamentares, artistas e pesquisadoras. O Festival é aberto a todas as mulheres interessadas, tem inscrição gratuita e conta com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras.

Com o tema “Cuidar da Vida, Transformar o Mundo: Mulheres Contra o Colapso”, o evento tem uma série de mesas e oficinas. Em meio ao agravamento dos casos de feminicídios no Brasil e ao crescimento das redes de ódio contra as mulheres na internet, como os red pills e coaches de comportamento masculino, o Festival MEL se afirma como uma resposta coletiva.

“Vivemos um tempo duro, marcado pelo avanço do ódio, da misoginia e da violência, mas também um tempo em que mulheres do mundo inteiro seguem criando alternativas, produzindo pensamento, cultura, cuidado e resistência”, descreve Manuela d’Ávila, idealizadora do festival. Ela deseja que o MEL seja, mais uma vez, um espaço onde as mulheres possam transformar indignação em encontro, medo em coragem coletiva e isolamento em rede.

Edição aborda os principais desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil

O encontro organiza suas mesas e oficinas a partir de temas centrais para a vida das mulheres e para o futuro do país, como o enfrentamento à violência de gênero e raça, misoginia, violência política, justiça reprodutiva, emergência climática, transfeminismo, trabalho digno, políticas de cuidado, democracia, acesso à justiça, comunicação digital, literatura, esporte e organização popular.

Entre as convidadas desta edição, estão:

  • Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial do Brasil (2023–2026), é jornalista, professora e trabalha no enfrentamento ao racismo e às violências de gênero;
  • Asma Mhalla, especialista em geopolítica da tecnologia e pesquisadora que analisa como plataformas digitais e inteligência artificial redesenham o poder global;
  • Bixarte, artista, cantora e ativista brasileira, utiliza a música como ferramenta de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, sua obra dialoga com o rap e a cultura periférica para amplificar vozes dissidentes;
  • Leopoldina Fortunati, socióloga italiana, é referência nos estudos sobre trabalho, comunicação e gênero e investiga as transformações do trabalho na era digital;
  • Marina Silva, deputada federal pela Rede/SP, ex-ministra Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (2003-2008 e 2023-2026), é referência internacional na luta ambiental;
  • Milly Lacombe, jornalista e escritora, é conhecida por suas colunas incisivas sobre esporte, política e comportamento, sua abordagem crítica desafia padrões e amplia o debate sobre gênero no esporte;
  • Mónica Santino, ativista social e referência no feminismo comunitário argentino, é fundadora do projeto La Nuestra Fútbol Feminista, que promove inclusão e autonomia de mulheres por meio do esporte;
  • Sanara Santos, jornalista, produtora, diretora da Énois e cofundadora da Transmídia, atua na produção e gestão de projetos jornalísticos com foco em direitos humanos, justiça social e comunicação estratégica;
  • Scholastique Mukasonga, sobrevivente do Genocídio de Ruanda, ela transformou memória e trauma em literatura, que resgata histórias silenciadas e dá voz às vítimas da violência étnica.
  • Sefi Atta, uma das principais vozes da literatura contemporânea africana, sua obra explora gênero, identidade e transformações sociais na Nigéria contemporânea;
  • Sonia Guajajara, Deputada federal pelo PSOL/SP e ex-ministra dos Povos Originários (2023-2026), sua trajetória é marcada pela luta em defesa dos territórios, das culturas ancestrais e pela ampliação da participação indígena nos espaços de decisão política;

“Reunir em São Paulo mulheres tão potentes que constroem lutas nos territórios, nas universidades, na política, na arte e nas periferias é afirmar que não aceitaremos o colapso como destino”, ressalta Manuela.

Mulheres em Luta

Realizado pelo Instituto E Se Fosse Você? e idealizado por Manuela d’Ávila, atualmente licenciada da presidência da organização, o Festival MEL é auto-organizado pela articulação de mesmo nome, que mobiliza parlamentares e mulheres públicas de todo o Brasil. O encontro nasce do desejo de criar um espaço vivo de ação coletiva entre mulheres que enfrentam, cotidianamente, diferentes formas de violência e seguem reinventando o Brasil a partir de seus territórios, saberes e práticas.

“O MEL nasce para lembrar que cuidar da vida é um ato político. E eu tenho muita expectativa de que esse encontro fortaleça mulheres que seguem reinventando o Brasil e suas realidades todos os dias”, destaca Manuela.

Nesse mesmo movimento, o MEL engloba uma rede permanente de articulações, que inclui mulheres em clubes de leitura, educadoras, pesquisadoras, redes de cuidado, advogadas e operadoras do direito, contando também com formações em áreas como violência política de gênero e raça, cuidado feminista, mediação de leitura e atuação comunicacional.

Com o afastamento de Manuela, a presidência do Instituto foi assumida por Fran Rodrigues, que já coordenava o Plantão Colmeia de apoio a parlamentares desde o ano passado e, agora, está à frente da organização do festival e do fortalecimento das redes do MEL.

Programação

29/05 – Sexta-feira

​Evento pré-festival

14h – 17h | Encontro da Rede Enxame de Parlamentares e Gestoras

Local: Assembleia Legislativa de São Paulo – ALESP

Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera

Unindo formação e articulação política, a Rede Enxame debate o impacto da misoginia e da inteligência artificial no ambiente online, junto com uma roda de conversa voltada a estratégias de cuidado mútuo e fortalecimento de seus mandatos. Lançamento da pesquisa do Instituto E Se Fosse Você? – Mulheres ameaçadas no Brasil: dos feminicídios às cassações de mandatos (2015-2025). Com a participação da Professora Dra. Marie Santini, fundadora e diretora do NetLab UFRJ.

18h | Credenciamento e boas vindas

Com apresentação de Dandara Manoela 

Local: Nave Coletiva​ – Rua José Bento, 106 – Cambuci

Espaço Enxame – Palco na rua

Em versão acústica e intimista, o show ORATÓRIO apresenta um recorte especial do novo trabalho da cantora e compositora Dandara Manoela, artista paulista radicada em Florianópolis que vem desenvolvendo uma pesquisa musical atravessada por memória, identidade, espiritualidade e matrizes afrodiaspóricas.

19h | Painel de Abertura Cuidar da Vida, Transformar o Mundo: mulheres contra o colapso

Com a presença de Manuela D’Ávila, Asma Mhalla e Scholastique Mukasonga 

Local: Espaço Enxame – Palco na rua

19h | Jantar

Local: Nave Coletiva​

Rua José Bento, 106 – Cambuci

Dia 30/05 – Sábado

Local: Nave Coletiva​

Rua José Bento, 106 – Cambuci

8h30 | Credenciamento e chegada

9h30 | Ato Político A Força do Enxame transformando o Brasil

A atividade reúne mulheres lideranças políticas que estão redesenhando o poder no Brasil para evocar os desafios de um país real movido pela potência das mulheres. 

11h30 – 12h30 | Antes ele do que eu: autodefesa para mulheres

Espaço Enxame – Palco na rua

Proponentes: ​Livia Dirceia da Silva, Paula Yurie, Juliana Maira e Vitória da Organização AFASP e Centro Social e Desportivo Estrela Vermelha.

11h30 – 12h30 | Roda de conversa Mulheres 60+: condição de vida e etarismo

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento

Proponentes: Genilda Alves de Souza, Delma Nascimento e Sea Silva.

12h Almoço

13h – 14h30 | Roda de conversa sobre MaternidadES: O cuidado e as violências sociais e políticas

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento

Uma conversa urgente sobre a exaustão materna, direitos à dignidade, e a necessidade de encarar o cuidado como um ato coletivo e inegociável. 

Proponentes: Monique Motta, Tairê de Azevedo Costa, Tati Souza e Thamirys Nunes.

Com a participação da vereadora Kath Anne Meira, da deputada estadual Andrea Werner e da ativista Vanessa Ziotti​.

13h30 – 15h | Para mulheres: Oficina sobre organização de mobilizações sociais

Espaço ZumZum – ao lado da Nave Coletiva

Proponentes: Camila Moreno (Secretária Nacional Adjunta de Comunicação do PT), Luna Zarattini, Vereadora mais votada de São Paulo, e Mariana Janeiro, Vereadora do PT em Jundiaí – SP​​​.

14h – 16h30 | Painel de diálogo Em defesa do Bem Viver: a bússola das mulheres para novas formas de estar no planeta

Espaço Enxame – Palco da rua 

Diálogo sobre como a defesa do Bem Viver e a força coletiva das mulheres podem derrotar o sistema de exaustão atual e construir um futuro onde o cuidado com a vida e com os nossos territórios valha mais do que o lucro.​

Com mediação de Grazi Oliveira e participação de Sonia Guajajara, Juliana Gonçalves, Talita Barbosa, Alexya Salvador e Lucimara Patté. 

Ativadoras do debate: a vereadora Ingrid Sateré; Selma Dealdina Mbaye; Cacica Iracema Gah té – liderança da Retomada Gãh Ré; a vereadora Luzineth Pataxó e Beta Fontana, do Coletivo Nacional de Mulheres do PT.

14h – 16h30 | Painel de diálogo Disputas de Narrativas para transformar o mundo

Espaço Colmeia – Galeria Cinema

Diálogo sobre como enfrentar o ódio contra as mulheres, disputar narrativas e transformar os ataques sofridos em potência de resistência.​

Com mediação de Dríade Aguiar (Fora do Eixo) e participação de Milly Lacombe, Bianca Manicongo, Malu Tamietti. 

Com ativação do debate pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT/MG) e Jessy Dayane.

14h30 – 16h30 | Painel de diálogo Mulheres impulsionando comunidades leitoras

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento

Diálogo sobre como a articulação das mulheres e meninas têm transformado o mercado editorial e criado novos espaços de fruição literária através dos clubes de leitura, dos slams e de outros espaços coletivos ativados pela leitura e literatura.​

Com participação da Deputada Federal Fernanda Melchionna (PSOL/RS), Janine Durand, Luciana Gerbovich, Pam Araújo, Maria Ferreira e Juliana Leuenroth.

14h – 16h30 | Oficina Ferramentas Criativas para Insurgências Políticas no enfrentamento a violência de gênero

Espaço Flor de Mel – Nave Coletiva

Proponentes: Mariana Serafim Xavier Antunes e Priscila Fortini, Abrapso Núcleo SP em parceria com o Plantão de Apoio Colmeia.

14h – 16h | Oficina de zines: o corpo feminino como museu de violências

​Sala Melífera – 2ª andar Nave Coletiva 

Proponentes: Girl Talk Club – Bruna de Ornelas e Jasmine Lira.

14h – 16h | Oficina de Escrita Entre feridas e futuros: Criar para transformar

Sala Favo de MEL – 2ª andar Nave Coletiva 

Proponentes: Tabita Vilas Boas e Geovana da Silva Basseto.

14h – 16h | Guia de produção e preservação de provas em casos de violência política de gênero e raça

Sala Néctar – 2ª andar Nave Coletiva

Proponentes: Ana Carolina Fleury, Lise Póvoa e Vanessa Senra.

14h – 16h | Roda de Conversa Feminismo internacionalista: de Rojava a América Latina 

Sala Pólen – 2ª andar Nave Coletiva 

Proponentes: Debora Machado, Helena Cunha, Deborah Cavalcante e Lina Marçal 

15h – 16h30 | Oficina Mulheres em Diálogo – Construindo mensagem sobre segurança pública 

Espaço ZumZum – ao lado da Nave Coletiva

Proponentes: Dandara Oliveira, Maíra Berutti e Carolina Althaller. 

16h15 | Informe

Espaço Enxame – Palco da rua

Conheça o Projeto de Lei de Iniciativa Popular Mais Mulheres na Política, informe do Mulheres Negras Decidem (MND) e organizações signatárias, projeto de iniciativa popular que prevê reserva de 50% de cadeiras em todas as instâncias legislativas: municípios, estados e Congresso, sendo metade dessas cadeiras destinadas a mulheres negras.

16h30 – 18h | Painel de diálogo Construindo a escola segura e libertadora para meninas, meninos e educadoras

Espaço Enxame – Palco da rua

Diálogo sobre caminhos práticos para erradicar as violências no ambiente escolar e promover uma educação que proteja, emancipe e fortaleça estudantes e profissionais da educação.

Com mediação de Fabíola Loguércio e Silvia Ferraro e participação de Ednéia Gonçalves; Ismael dos Anjos; a reitora da UFRGS, Márcia Barbosa e a presidenta da UBES, Roberta Pontes.

Com ativação do debate pela Deputada Estadual Gleice Jane, por vereadora Ana Paula Rocha, por Professora Adriana Almeida e Carollina Gomes, Girl UP Somos Plurais.

16h30 – 18h | Painel de diálogo Mulheres e Futebol: resistências e lutas dentro e fora do campo

Espaço Colmeia – Galeria Térreo Nave Coletivo 

Um diálogo sobre como a histórica presença e luta das mulheres, dentro e fora das quatro linhas, transcendem o jogo e transformam o futebol em uma poderosa trincheira política para enfrentar o machismo estrutural e reivindicar o direito de ocupar todos os espaços.

Com mediação de Silvana Goellner e participações da Secretária Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Picoli Agatte; de Dilma Mendes, Mónica Santino e Renata Ruel.

Com ativação do debate por Luyara Franco, do Instituto Marielle Franco e co-deputada estadual Mari Souza.

16h30 – 18h | Saúde e Justiça Reprodutiva: Dignidade Menstrual, Direitos sexuais e Reprodutivos e Humanização do parto

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento

Diálogo sobre o direito de decidir e o cuidado integral, abordando desde a urgência da dignidade menstrual e a garantia de acesso ao aborto legal, até a necessidade da humanização do nascer e o direito à maternagem.

Com mediação da vereadora Iza Lourença e participações da professora Simone Diniz; de Fabiana Pinto; Luciana Boiteux e Luciane Belin. 

Com ativação do debate pela deputada estadual Dani Portela, Isabel Macedo, Levante Nacional contra Violência Obstétrica, Projeto Jane pela Dignidade Menstrual e Isabella Penteado Colucci, Girl UP Somos Plurais.

16h30 – 18h | Lampejo de tecnopolítica, cuidados digitais e comunicação estratégica: em rede somos fortes

Espaço ZumZum – ao lado da Nave Coletiva

Proponentes: Coding Rights, Rede Transfeminista de Cuidados Digitais, Marialab, Olabi e Mulheres Negras Decidem. Na ocasião também será lançada a cartilha “Desmontando a Máquina: comunicação digital e disputa do debate público”.

16h30 – 18h | Espaço de Cuidado: enfrentando a violência política da branquitude 

Espaço Flor de Mel – Nave Coletiva 

Proponentes: Beatriz Assis, Tainara Pinheiro, Mariana Cabeça e Victoria Fernandes, do Grupo de Iniciativa Psi Antirracista (GIPA) em parceria com o Plantão de Apoio Colmeia do Instituto E Se Fosse Você?.

16h30 – 18h | Oficina Radar da Sobrevivência: Painel Interativo de Ocorrências Criminais e Redes de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher

Sala Néctar – 2ª andar Nave Coletiva ​​

Proponentes: Brunna Felkl do Nascimento e Camila Luisa Mumbach da Silva (União Brasileira de Mulheres UBM/RS). 

16h30 – 18h | Oficina Mural do clima 

Sala Favo de MEL – 2ª andar Nave Coletiva

Proponente: Natasha Itai Miyamoto – Coalizão pelo Clima SP.

16h30 – 18h | Oficina Mulheres em roda e em marcha pela defesa de si e da vida: escutadeiras do corpo-território

Sala Pólen – 2ª andar Nave Coletiva ​ 

As proponentes convidam parlamentares e assessoras à experimentação de uma proposta de formação de Escutadeiras que acolham demandas em saúde mental nos territórios afetados por devastações socioambientais. O objetivo é apresentar uma tecnologia de formação em cuidado feminista que exercita a escuta acolhedora entre mulheres e pode ser replicada em diferentes territórios afetados pelos efeitos das mutações climáticas. A metodologia que experimenta o conceito de corpo-território na prática, foi criada a partir dos trabalhos realizados com lideranças femininas atuantes nas enchentes do RS e no coletivo de marisqueiras do Sergipe. 

Proponentes: Simone Paulon, Clínica Feminista Antirracista Interseccional (CliFAI/UFRGS); Michele Vasconcelos e Luísa H. Silveira, do Observatório Popular de violências, pela Vida de mulheres de comunidades tradicionais de Sergipe (OPopVIDA/UFS).

18h – 20h | Noite de Autógrafos com Sarau 

Espaço Enxame – Palco da rua ​

Encontro entre autoras e mulheres que transformam literatura, arte e oralidade em ferramentas de resistência, criação e mobilização coletiva. Junto vamos promover um Sarau com microfone aberto e com a ativação de Gabi Fly e Joi Gonçalves.

Autógrafos das autoras e obras: 

– Manuela D’Ávila, com o livro A Dor Comum

– Leopoldina Fortunati, com o livro O arcano da reprodução: donas de casa, prostitutas, operários e capital

– Iza Lourença, com o livro Não está tudo bem

– Graziela Oliveira, com o livro A história que a história não conta 

– Fernanda Melchionna, com o livro Tudo isso é feminismo? Uma visão sobre histórias, lutas e mulheres

– Danielle Jardim da Silva, com o livro Feminismo, Família e Reprodução social

– Elenice Koziel, com o livro Vale das Pintangueiras 

– Fabiana Santos Lucena, com o livro Concepção, gravidez, parto e pós-parto: perspectivas feministas e interseccionais 

– Joi Gonçalves, com o livro Bicho acuado ataca 

– Júlia Câmara, com o livro Manifesto por uma revolução ecossocialista 

– Mariana de Paula Caetano e Sonia Lucio Rodrigues de Lima (orgs), com o livro Diálogos Antirracistas: teoria, experiência e revolução 

– Monica Benicio, com o livro Marielle & Monica: uma história de amor e luta 

– Monica Stival, com o livro Guerra climática e a disputa política no Brasil do século XXI 

– Wanessa Ribeiro, com o livro Mulheres da Advocacia Criminal: Temas Atuais de Direito e Processo Penal – Volume IV

18h – 18h30 | Exibição do documentário Cafuné (2026)

Espaço Colmeia – Galeria Nave Coletiva​ 

O documentário denuncia a violência e o medo vividos por mulheres quilombolas na defesa de seus territórios. Uma iniciativa da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) que marca a consolidação do Plano Emergencial de Proteção e Autocuidado das Mulheres Quilombolas, uma resposta política e coletiva à vulnerabilidade de defensoras de direitos humanos.

Proponentes: Selma Dealdina Mbaye, da Articulação Política e Coletivo de Mulheres da CONAQ e Bia Nunes, Coordenadora Nacional da CONAQ e Presidenta da ACQUILERJ. 

18h – 19h | Roda de Conversa Quem decide o Brasil? Imaginários emergentes e o protagonismo político das mulheres nordestinas

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento 

A atividade busca dialogar sobre a compreensão sobre o papel das mulheres negras e nordestinas na reconfiguração do cenário político brasileiro. Por que essas mulheres têm sido apontadas como eleitoras decisivas? Quais experiências históricas, sociais e territoriais sustentam essa atuação? 

Proponente: Observatório Feminista do Nordeste.

Com mediação de Marília Nascimento e participação de Rosane Borges – Jornalista e Professora PUC-SP e Joyce Souza, do Odara – Instituto da Mulher Negra.

Com ativação de debate pela Vereadora Michele Rufino – Santana de Mangueira/PB

18h – 19h30 | Roda de conversa Cuidado, território e futuro: novos caminhos para a segurança pública

Espaço ZumZum – ao lado da Nave Coletiva

Atividade voltada a debater a segurança pública a partir da experiência dos territórios, substituindo a violência por proteção, pertencimento e redes de cuidado. 

Proponentes: Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (RENFA) com a participação da vereadora de São Paulo Keit Lima.

18h – 19h30 | Reunião Articulação para o enfrentamento da Violência Obstétrica ​

Sala Pólen – 2ª andar Nave Coletiva

Mulheres contra o colapso: articulando resistências para enfrentar a violência obstétrica. 

Proponentes: Milena Fondello e Fabiana Lucena, Levante Nacional de Enfrentamento à Violência Obstétrica, professora Simone Diniz (USP), Fernanda Marçal Ferreira (Escola de Enfermagem da USP), Kelly Cristina Máxima Pereira Venâncio (Curso de Obstetrícia da EACH-USP), Bianca Zorzam (Curso de Obstetrícia da EACH-USP), Ana Lígia Carvalho de Azevedo Soares (Associação de Alunos e egressos do curso de Obstetrícia da USP (AO – USP) e Gislene Rossini (ADOSP – Associação de Doulas do estado de São Paulo).

18h – 19h30 | Roda de conversa Fortalecer para Enfrentar: organizações de mulheres periféricas no combate à violência de gênero e ao feminicídio

Espaço Flor de Mel – Nave Coletiva 

Atividade para conversar sobre a construção de redes de proteção, acolhimento, formação política e enfrentamento ao feminicídio, especialmente em contextos onde as políticas públicas chegam de forma insuficiente ou precarizada. 

Proponentes: Coletiva Emana, União Popular de Mulheres, Associação Mulheres da Paz, ABC Aurora, AVIB e Associação Padre Moreira.

19h | Jantar

19h – 20h | Roda de conversa e exibição do documentário “Quando a puta fala”

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento 

Curta-documentário que explora o universo do trabalho sexual de uma forma ampla e sem estigmas. Foi inteiramente produzido com e por profissionais do sexo, das mais diversas modalidades, expondo nossas opiniões e experiências, enquanto indivíduos, desafiando estigmas e o que se espera ouvir quando uma puta fala. 

Com mediação de Monique Prada e a participação da diretora Seyva.

20h | Mulheres no Hip Hop 

Espaço Enxame – Palco da rua

21h | Mulheres no Hip Hop 

Espaço Enxame – Palco da rua

21h30 | Roda de Samba É festa pela vida das mulheres! 

Com Roberta Oliveira e o Bando de Lá e participação de Bernadete do Peruche, Maíra da Rosa e Sarah Brandão. 

Espaço Colmeia – Galeria Nave Coletiva

Dia 31/05 – Domingo

Local: Nave Coletiva​

Rua José Bento, 106 – Cambuci

9h | Credenciamento e chegada

9h | Cena-performance “Você Precisa Saber” 

Espaço Colmeia – Galeria Nave Coletiva 

Roda de Mulheres Núcleo de Criação ZAP 18 e direção de Cris Tolentino​

9h – 10h | Roda de troca e conexão

Espaço Flor de Mel – Nave Coletiva 

O MEL convida quem atua em projetos comunitários — como cozinhas solidárias, lavanderias, clubes de leitura e espaços culturais — para a nossa Roda de Troca e Conexão. Traga seu material e tenha 3 minutos para apresentar sua iniciativa ao grupo, em um espaço para conhecer, integrar e aproximar as ações que já acontecem nos territórios.

9h – 10h30 | Violência Política contra as mulheres: pesquisa, articulação e incidência

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento 

Lançamento da primeira edição da Revista Mandaçaia – Rede Própolis, em um encontro de articulação, focado em compartilhar relatos, táticas, pesquisas e protocolos práticos para o enfrentamento da violência política de gênero e raça nos espaços de poder. 

Com mediação de Fran Rodrigues (Instituto E Se Fosse Você?) e integrantes da Conselho Editorial Revista Mandaçaia e participação de organizações e iniciativas: Lauana Chantal da Rede A Ponte, Iniciativa do Protocolo de Combate à Violência Política Étnico-racial e de Gênero (com Eriane Pacheco, Mandato Bruna Rodrigues), entre outras. 

Com as presenças da deputada federal Denise Pessoa; a deputada estadual Bella Gonçalves (MG); a deputada estadual Marina Helou (SP), a vereadora Moara Saboia e a vereadora Poliana Quirino.

9h30 – 11h30 | Painel de diálogo Nosso tempo e nosso corpo sustentando a engrenagem: A potência do trabalho das mulheres

Espaço Enxame – Palco da rua 

Com a presença da escritora e teórica feminista Leopoldina Fortunati, o painel propõe um debate urgente sobre o papel decisivo — e historicamente invisibilizado — do trabalho das mulheres na manutenção de todo o sistema produtivo. De que forma o nosso tempo, a nossa saúde mental e os nossos corpos operam como os verdadeiros combustíveis dessa engrenagem?

Com mediação de Juliana Cardoso e participações de Leopoldina Fortunati, Valdete Souto Severo, Alana Cavalcante e Mazé Morais. 

Ativadoras do debate: Deputada estadual ES Camila Valadão, deputada estadual SP Ediane Maria, deputada estadual BA Olívia Santana; vereadora Jô Cavalcanti, vereadora Karen Santos e Camila Lisboa, Diretora do Sindicato dos Metroviários SP.

9h30 – 11h30 | Painel de diálogo 10 anos da eleição de Marielle Franco

Espaço Colmeia – Galeria Nave Coletiva 

Em 2026 se completam 10 anos da eleição de Marielle Franco e este marco nos faz refletir sobre a radical imaginação das mulheres negras na política e sua agenda inovadora para o Brasil. Atividade proposta pelo Instituto Marielle Franco (IMF) e as integrantes da Rede de Signatárias da Agenda Marielle Franco, da Bancada Marielle Franco e sementes do legado político de Marielle Franco para discutirmos as agendas das mulheres negras para um novo Brasil. 

Com mediação de Larissa Amorim (Instituto Marielle Franco) e presenças de Anielle Franco (PT/RJ), Bruna Rodrigues (PSB/RS), Dani Portela (PT/PE) e Lívia Duarte (PSOL/PA).

10h30 – 12h30 | Painel Enfrentar a engrenagem do ódio: por mais mulheres trans e travestis na política

Espaço Dança das Abelhas – Nave Coletiva 1ª Pavimento 

Um diálogo para enfrentar a ofensiva da extrema-direita e o projeto político de desumanização e controle sobre todos os corpos.

Com participação da vereadora Benny Briolly, vereadora Natasha Ferreira, vereadora Thabatta Pimenta, Sanara Santos, diretora do Laboratório Énois e do coletivo Transmídia, e ativação do debate por Thamirys Nunes do projeto e Carol Iara da Bancada Feminista SP. 

11h – 12h30 | Roda de Conversa Mulheres em luta por justiça: participação, acesso e resistência frente às desigualdades de gênero e raça no sistema de justiça

Espaço ZumZum – ao lado da Nave Coletiva 

Proponentes: Fórum Justiça do Rio Grande do Sul (Alessandra Quines, Adalene Ferreira e Fernanda Koch Carlan – Coordenadoras do Fórum Justiça no Rio Grande do Sul); Themis: Gênero, Justiça e Direitos Humanos (representante Jéssica Miranda); Coletivo Território em Justiça Social (Coletivo TJS – representante Camila Belinaso) e o Grupo de Trabalho de Gênero e Sexualidade da Rede nacional de Advogados e Advogadas Populares do Rio Grande do Sul (RENAP-RS – Representantes Thais Jardim e Nikki). 

11h – 12h30 Roda de Conversa | Ebó sapatão

Sala Pólen – 2ª andar Nave Coletiva​ 

Proponentes: Roselaine Dias da Silva; Samantha Fasoro e Vitória Lateru.

11h – 12h30 | Roda de Conversa sobre Feminismo e Ecossocialismo 

Sala Pólen – 2ª andar Nave Coletiva​ 

Proponentes: Clarissa Alves da Cunha – Subverta, Nathi Santana, Milla Coqui e Raquel Gualberto.

11h – 12h30 | Roda de conversa Ativismo suprapartidário na sociedade civil: como o Levante Mulheres Vivas Nacional nasceu 

Espaço Flor de Mel – Nave Coletiva 

Proponente: Levante Mulheres Vivas. 

12h | Leitura do Manifesto Internacional Mulheres contra a Fascismo

Espaço Enxame – Palco da rua 

12h | Almoço

13h30 – 14h | Atividade cultural

Jongo com @mulheresdagaroa e @zungu_oficial 

Espaço Enxame – Palco da rua

14h | Painel-intervenção contra os Feminicídios

Espaço Enxame – Palco da rua 

O painel-intervenção contra os feminicídios, transforma o luto em força coletiva, honrando a memória das mulheres que nos foram tiradas para, juntas, celebrar a resistência e a potência da nossa existência.

Com Intervenção lúdica: Levante Mulheres Vivas e Festa é Luta 

15h30 | Encerramento

Espaço Enxame – Palco da rua 

Com Batucada Capivara Neon

Serviço

O que: Festival Nacional MEL – Mulheres em Lutas

Quando: 29, 30 e 31 de maio

Onde: São Paulo (checar endereço de cada atividade na programação)

Mais informações e inscrições: https://www.mel.org.br/

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