Durante três dias, mais de quatro mil mulheres de todo o Brasil estiveram em um encontro de afetos, resistências e lutas na maior cidade da América Latina. Com o tema “Cuidar da Vida, Transformar o Mundo: Mulheres Contra o Colapso”, a segunda edição do Festival Nacional MEL – Mulheres em Lutas ocorreu entre os dias 29 e 31 de maio em São Paulo (SP) e destacou, mais uma vez, a força das brasileiras nas lutas por mais direitos e contra retrocessos.

Festival Nacional MEL – Mulheres em Lutas, 2026 | Crédito: Juliana Yamamoto.

Mulheres de todo o país estiveram presentes. Foram mais de mil quilômetros percorridos de ônibus para estar no maior encontro de ativistas mulheres. Elas são do campo, da cidade, das periferias, de terreiros, quilombolas, indígenas, mães, cis, trans, com deficiência, 60+, trabalhadoras, estudantes, poetas, artistas e políticas, que ocuparam o centro de São Paulo com suas lutas.

“A segunda edição do Festival Nacional Mulheres em Lutas reafirmou que somente o encontro entre mulheres de diferentes lutas e frentes de atuação é capaz de construir respostas e enfrentar os desafios do nosso tempo”, afirmou Fran Rodrigues, presidenta do Instituto E Se Fosse Você?, responsável pelo MEL, ao Catarinas.

Fran Rodrigues | Crédito: Juliana Yamamoto.

Popularmente conhecidas como abelhinhas, as participantes do festival formam um enxame feminista. O MEL é um movimento político para mulheres que buscam um espaço de encontro, trocas e fortalecimento.

“Nosso enxame se espalha por muitos espaços, respeita cada trajetória, reconhece cada construção. Viemos para ser conexão, para ser tempo de florada, para chamar o comum, para lutar pelo bem-viver”, afirmam no site do movimento.

Entre as participantes estava a mineira Cléo Moreira, 57 anos, que vive em São Paulo há 38. Pedagoga, assistente social e contadora de histórias, ela trabalhou durante 23 anos com crianças em acolhimento institucional e hoje dedica parte do seu tempo a atividades voluntárias e à formação na área do cuidado de pessoas idosas. O festival foi mais uma das experiências que ela buscou ao longo da vida. O convite veio de uma amiga que conheceu em um curso em Brasília e a motivou a participar do encontro. “É muito bom ver que muitas mulheres estão unidas sem deixar a mão uma das outras”, afirmou para a reportagem.

Cléo Moreira | Crédito: Daniela Valenga/Portal Catarinas.

Ao longo dos três dias de atividades, uma mensagem atravessou as falas das participantes: diante dos desafios impostos às mulheres, seguir organizadas e ocupando espaços de decisão continua sendo uma estratégia fundamental de transformação social.

“Hoje a nossa luta é para estarmos nos espaços de decisão e poder, para vivermos com liberdade e para estarmos vivas. Esse movimento nos fortalece, nos faz ter esperanças de que podemos sim viver dias melhores. Saímos daqui com a certeza de que nós juntas somos mais fortes, que quando a gente se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta junto conosco”, resumiu a vereadora de Joinville (SC), Vanessa da Rosa, ao Catarinas.

A revolução é afetiva 

Durante o painel de abertura “Cuidar da vida, Transformar o Mundo: Mulheres contra o colapso”, Manuela D’ávila destacou que 2026 é um ano decisivo para as mulheres brasileiras, por conta do contexto eleitoral. Para ela, o MEL também é um momento de energizar as participantes para as lutas dos próximos meses. Manuela defendeu que o cuidado precisa deixar de ser compreendido como fragilidade e passar a ser reconhecido como potência política.

“A agenda do cuidado é tratada historicamente como a nossa fraqueza, como a nossa vulnerabilidade, como aquilo que nos tira do espaço público. Um dos caminhos para nos fortalecermos na luta política é justamente transformar essa suposta fraqueza na maior força de conexão popular das lideranças mulheres com as mulheres trabalhadoras que vivem neste país tão desigual”, afirmou.

No mesmo painel, Asma Mhalla, especialista em geopolítica da tecnologia e pesquisadora que analisa como plataformas digitais e inteligência artificial redesenham o poder global, defendeu o que chama de política da presença como estratégia para enfrentar os impactos das plataformas digitais e das novas formas de concentração de poder.

“Processos de organização comunitária, de pequenos coletivos, iniciativas de vizinhança, com as nossas escolas, entre pares, tudo isso tem um poder transformador porque é a política da presença, da vida real. Ao mesmo tempo, essa organização qualificada de sociedade civil é a que vai formular agendas e narrativas para contrapor os poucos homens tecnofacistas que estão plantando qual deve ser a nova lógica de restauração do império”, declarou.

A defesa da construção coletiva também esteve presente na fala da artista e ativista Bixarte durante o painel “Disputas de Narrativas para Transformar o Mundo”.

“Usem as almas que vocês têm. A nossa ancestralidade ainda pode ser palpável. Se unam às suas mães, às travestis dos seus bairros, às mulheralidades que estão em volta de vocês. Nós não somos inimigas. Ou a gente se junta ou a casa grande não vai cair”, afirmou.

Mulheres contra o colapso

A cantora Dandara, durante show de abertura do Festival, destacou a importância das mulheres seguirem nas lutas. “Às vezes é um fardo pesado ouvir de novo que é preciso ser forte. Mas a reflexão que eu quero trazer é a seguinte: se a gente tem comida no prato, teto para voltar, dignidade, afeto e arte, ser forte é uma consequência. Só nos resta ser forte e, para nós, para o povo de luta, eu não quero ninguém enfraquecido, eu quero a gente forte”, declarou.

Uma vitória celebrada durante o MEL foi o fim da escala 6×1, aprovada na Câmara de Deputados em 27 de maio. Deputadas estiveram na linha da frente desta luta, que surgiu a partir de uma publicação de Rick Azevedo, agora vereador pelo Rio de Janeiro e fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), no TikTok.

“No vídeo do Rick Azevedo, ele questiona: se eu tô sobrecarregado, imagina as mulheres que tem essa dupla jornada, que além de tá alí no 6×1, tem que chegar em casa, cuidar de filho, e algumas cuidam de marido”, citou Bruna Araújo, coordenadora do VAT Mulher, durante o painel Painel “Nosso tempo e nosso corpo sustentando a engrenagem: A potência do trabalho das mulheres”. 

Crédito: Juliana Yamamoto.

Ela destacou que a luta do movimento atinge diretamente as brasileiras. “Quando a gente fala da luta pelo fim da escala 6×1, a gente fala também sobre o ambiente em que essa trabalhadora está, sobre o assédio moral que ela sofre dentro do trabalho, sobre a segurança dessa mulher no trajeto até o trabalho e sobre o cuidado que o Estado muitas vezes não oferece para quem chega tarde da noite em casa. Falar do fim da escala 6×1 também é lutar contra o feminicídio e pela liberdade dos nossos corpos”, defendeu.

Em defesa do Bem Viver

Como seria um mundo construído a partir daquilo que sustenta a vida e não daquilo que gera lucro? Essa pergunta abriu o painel “Em defesa do Bem Viver: a bússola das mulheres para novas formas de estar no planeta”. Ao refletir sobre os caminhos para enfrentar as múltiplas crises do presente, a vereadora de Florianópolis Ingrid Sateré Mawé (Psol) destacou que muitas das respostas já estão presentes nos modos de vida construídos historicamente por mulheres indígenas, negras, com deficiência, periféricas, camponesas, quilombolas e dos povos da floresta.

“Sabemos que a terra não é mercadoria, sabemos que a água não é recurso, sabemos que cuidado não é fraqueza, sabemos que interdependência não é atraso. É justamente por isso que estamos hoje aqui, para conversar sobre o bem viver, não como não como utopia distante, mas como prática política concreta capaz de enfrentar a crise climática, as desigualdades e a lógica da exclusão que marca o nosso tempo”, afirmou.

Painel “Em defesa do Bem Viver: a bússola das mulheres para novas formas de estar no planeta” | Crédito: Juliana Yamamoto.

Ao debater o conceito de bem viver, a Mestra em Bem Viver pela Universidade de São Paulo (USP), Juliana Gonçalves, destacou que, para as mulheres negras, essa perspectiva não se apresenta como uma ideia abstrata ou um horizonte distante. Também ressaltou que os princípios do bem viver já estão presentes em práticas construídas historicamente nos quilombos, nos quintais, nas cozinhas comunitárias e em diversas estratégias coletivas de sobrevivência desenvolvidas por mulheres negras ao longo das gerações.

A partir de sua pesquisa sobre o tema, Juliana observou que o bem viver aparece associado a demandas concretas, como moradia, alimentação saudável, cuidado, segurança, liberdade religiosa, acesso à terra e ao tempo livre. 

“No momento em que a gente está cercada de narrativa de morte, de colapso, de medo, o bem viver nos convida a não abandonar a radical imaginação política de possibilidade de transformação da sociedade a partir do coletivo, onde há uma valorização intrínseca da nossa diversidade. Ele nos lembra que, sim, há outros mundos possíveis e ele já está presente nas periferias, nos quilombos, nas aldeias, nas redes de mulheres, está presente aqui hoje no MEL”, exemplificou.

A vereadora Talita Cadeirante (PSB/Taubaté) afirmou que a bússola para futuros baseados no bem viver são as próprias mulheres. “É o nosso corpo território que indica a direção por onde a política deve ir, para onde ela deve apontar, onde ela tem que estar, qual é a prioridade que ela tem que ter”, complementou.

Sonia Guajajara, deputada federal pelo PSOL/SP e ex-ministra dos Povos Originários, destacou que a transformação social depende da organização coletiva das mulheres. Por isso, encontros como o MEL expressam uma necessidade compartilhada de mudança e de construção de alternativas coletivas. Ela também criticou a permanência de estruturas de poder marcadas pela predominância masculina e defendeu a ampliação da presença das mulheres nos processos decisórios.

“Nós mulheres temos muita força e poder. Nós juntas, que temos essa consciência política, ecológica e de que a transformação é coletiva, podemos mudar a realidade”, afirmou.

A Cacica Iracema Nascimento Gãh Té, do povo Kaingang do Rio Grande do Sul, também destacou a importância da ocupação dos espaços de participação e decisão. “Chega de ser humilhada. Chega de baixar a cabeça”, disse, ao defender que mulheres, mães, avós, jovens e crianças indígenas estejam presentes nos espaços de decisão e construção do futuro.

Por justiça e reparação

Durante o painel “10 anos da eleição de Marielle Franco: agenda política para um novo Brasil”, Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial do Brasil, compartilhou uma memória íntima e um desabafo sobre como se sentiu após a morte da irmã, Marielle, assassinada em 2018. “Eu tinha raiva. Minha irmã tinha sido assassinada. Quem foi ao IML reconhecer o corpo de Marielle fui eu. Eu não digo isso com orgulho, mas entendendo que sou uma pessoa melhor e mais forte por ter compreendido os meus sentimentos. Eu só queria a minha irmã viva. Era muito difícil falar sobre política, sobre o futuro e sobre quem viria depois de Marielle”, recordou.

Além de destacar a importância de compreender os próprios sentimentos, também falou sobre como segue trabalhando pelo legado da irmã.

“Honrar a memória de Marielle é entender todas as formas de amar, é respeitar a família, é respeitar as companheiras e amigas que vem junto e não abrir mão do que a gente acredita”, descreveu.

A memória também esteve presente nas falas das Mães de Maio, que participaram do último dia do festival. Integrantes da organização lembraram os 20 anos dos Crimes de Maio e reforçaram a luta por justiça, verdade e reparação.

Crédito: Juliana Yamamoto.

“Nem todas nós podemos ou pudemos ao longo da história exercer a maternidade da mesma forma”, destacou a deputada estadual Paula da Bancada Feminista (Psol/SP), ao apresentar a organização. A participação se dá em um momento histórico em que o governo dos Estados Unidos classificou facções criminosas brasileiras como terroristas, o que abre precedentes para intervenções militares do país estrangeiro no Brasil.

“Estamos aqui há 20 anos dizendo que o Estado é terrorista, não a população. Quando a gente vê que o facismo sai do Brasil e vai para o imperialismo dizer que nós temos que aceitar ser capacho do capital, nós não vamos aceitar como mães”, ressaltou Débora Silva, uma das Mães de Maio.

Durante a fala, materiais gráficos divulgaram o Centro de Memória das Vítimas da Violência de Estado (CMVV), um acervo de memória e reparação, que preserva registros físicos e digitais que documentam as vítimas da violência policial na Baixada Santista e a luta por justiça, verdade e reparação desde os Crimes de Maio de 2006. A iniciativa é fruto do protagonismo das Mães de Maio em articulação com a Iniciativa Negra e a Conectas Direitos Humanos, com apoio institucional do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

“Essas mulheres, eu costumo dizer, praticam a solidariedade que é a que gostaríamos de ver na sociedade, porque são mães que sabem que seus filhos não vão voltar, mas que lutam para que nunca mais uma mulher tenha que perder o seu filho vítima da violência do estado”, complementou a deputada Paula sobre o trabalho realizado pela organização.

Momentos marcantes

Participantes compartilharam os momentos mais marcantes do MEL com o Catarinas. Para Janaina Corrêa Serra, do Mandato Popular do Rio Grande do Sul, um deles foi sua participação na mesa “Violência Política contra as mulheres: pesquisa, articulação e incidência”. Ela destacou a fala da vereadora Poliana Quirino (Psol), de São Paulo, que relatou as perseguições que tem enfrentado em sua trajetória política e como os ataques quase a fizeram desistir. 

Em sua avaliação, o depoimento ecoa experiências vividas por inúmeras mulheres que ocupam espaços de poder no país e evidencia os desafios enfrentados por lideranças femininas. Ao mesmo tempo, reforça a importância de espaços como o MEL para fortalecer redes de apoio e resistência coletiva. “É muito preocupante pensar que eles podem conseguir nos parar. Mas isso não vai acontecer, porque o MEL nos mostra a potência e a força que a gente tem quando estamos juntas”, afirmou.

Já Rita Stamm, de Torres (RS), conta que ficou emocionada com um canto sagrado conduzido pela Cacica Iracema Nascimento Gãh Té. Educadora que atua com educação indígena, ela afirma que a apresentação foi uma das experiências mais marcantes do festival. “Foi muito forte. A gente arrepia o pelo”, resumiu. Mais do que uma apresentação cultural, o momento foi percebido como uma expressão da força dos povos indígenas e da dimensão espiritual presente no encontro.

“Tudo aqui tem muita força, tem muita potência e nos alimenta para a luta”, afirmou.

A roda de samba realizada na noite de sábado também apareceu entre as lembranças mais afetivas do festival. Em meio a debates sobre violência política, direitos das mulheres e desafios da democracia, o encontro reservou espaço para a celebração, a música e a convivência. Para Fabi Dutra, do Instituto E Se Fosse Você?, o momento sintetizou uma dimensão fundamental da militância feminista: a construção da luta com afeto e alegria. “Era a mulherada cantando e dançando junto, expressando a alegria de ser militante, de continuar sonhando”, relatou.

Roda de samba | Crédito: Juliana Yamamoto.

A luta deve incluir todas

Entre os desafios e o futuro, as mulheres do enxame deram o recado: seguir em luta e ocupar todos os espaços. “Acho muito importante a luta das mulheres pelo direito de estar. Estar onde é o nosso lugar, onde conquistamos espaço. Ainda falta muito para que as mulheres com deficiência estejam dentro da política, mas estamos avançando. Na nossa união, estamos conseguindo abrir caminhos, mas é preciso continuar lutando”, afirmou Marlene Leite, da Frente Feminista de Atibaia (SP).

Ao Catarinas, ela destacou a necessidade de enfrentar o capacitismo, como é chamada a discriminação contra pessoas com deficiência. “A luta contra o capacitismo tem que vir muito grande. Tem que vir com força porque se a gente não lutar contra ele, demonstrar que nós temos o direito, que nós temos a capacidade de fazer, nós não vamos conseguir chegar lá”, apontou a ativista.

Tereza Andrade, jovem militante com deficiência, destacou para a reportagem a importância da união de lutas, como anunciado nos três dias de encontro:

“Um feminismo que não inclui mulheres com deficiência é como um feminismo branco que não inclui mulheres negras: não é efetivo. É muito desafiador ocupar esse lugar, mas procuro sempre me posicionar e lutar para que os espaços sejam, de fato, inclusivos.”

Ao longo dos três dias de programação, as participantes reforçaram uma mensagem comum: diante dos retrocessos e das desigualdades que atravessam a vida das mulheres, a resposta continua sendo a organização coletiva, a ocupação dos espaços de poder e a construção de alianças capazes de transformar a realidade.

Mulheres em lutas

“Eu perguntei pra minha mãe: ‘por que a senhora batalhou?’ e ela respondeu ‘minha avó batalhou para que a minha mãe não tivesse o mesmo futuro que ela e eu batalhei para que a minha filha não tivesse o mesmo futuro que eu’. Foi quando eu percebi que o nosso lugar é na luta. Se a gente não lutar, a gente está fadando os nossos filhos a continuar nesse processo, a seguir com esse futuro”, compartilhou Bruna Araújo do VAT Mulher.

Em outro momento, Marina Silva, deputada federal pela Rede/SP, ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil (2003-2008 e 2023-2026), lembrou um poema que ouviu quando era jovem: “Quando nasceu a menina, seu Deus pai, dono do mundo, decretou o seu destino: serais flor amordaçada, cama e mesa de marido, terra de fruto futuro e depois canteiro murcho. E eu pensei: eu não quero ser cama e mesa de marido, eu não quero ser uma flor amordaçada, eu não quero ser canteiro murcho, eu não quero ser uma terra de fruto futuro. Nós podemos florescer e dar frutos agora”. 

Da direita para a esquerda: Áurea Carolina, Monica Benício, Marina Silva e Manuela D’ávila | Crédito: Juliana Yamamoto.

No encerramento do festival, o grupo Medéia apresentou uma performance baseada em um poema da escritora canadense Rupi Kaur, publicado no livro O que o sol faz com as flores:

me levanto

sobre o sacrifício

de um milhão de mulheres

que vieram antes

e penso

o que é que eu faço

para tornar essa montanha mais alta

para que as mulheres que vierem

depois de mim

possam ver além.

Os versos sintetizaram uma das dimensões mais marcantes do MEL: o encontro entre gerações de mulheres unidas pela luta. Das militantes 60+, homenageadas em diferentes momentos por suas trajetórias, às mães acompanhadas de filhas e filhos, que serão a próxima geração em luta, o festival reafirmou que cada conquista é construída coletivamente. Gerações de mulheres seguem ampliando horizontes e projetando futuros mais justos, igualitários e comprometidos com o bem-viver.

Também durante o encerramento, foi lançado o “Manifesto Internacional Mulheres contra o Fascismo”, que convoca a construção de uma ampla frente feminista internacional, suprapartidária, enraizada nos movimentos sociais e comprometida com a democracia, para enfrentar o fascismo em todas as suas formas: “Que cada país levante suas mulheres. Que cada território construa sua resistência. Que cada luta local se reconheça como parte de uma batalha global. Porque somos nós que sustentamos a vida. E será com a nossa força organizada que derrotaremos o fascismo. Sem as mulheres não há Democracia!”.

APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE


Fazer uma matéria como essa exige muito tempo e dinheiro, por isso precisamos da sua contribuição para continuar oferecendo serviço de informação de acesso aberto e gratuito. Apoie o Catarinas hoje a realizar o que fazemos todos os dias!

CONTRIBUA COM QUALQUER VALOR NO PIX
  • Nicole é feminista, latino-americana, mulher cis e migrante. Formada em Serviço Social pela Universidade Federal de Sant...

  • Daniela Valenga

    Jornalista dedicada à cobertura de gênero. Mestranda em Comunicação na UFPR. Atuou como Visitante Voluntária no Institut...

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas