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Natal | Imagem: reprodução.

8 de março no Brasil: um giro pelas manifestações em 2022

Postado em 15/03/2022, 15:02

Ao menos sessenta e uma cidades do país, em 24 estados e no Distrito Federal, tiveram manifestações neste 8 de março

Durante cerimônia em homenagem ao Dia das Mulheres no Palácio do Planalto, o presidente Bolsonaro disse: “As mulheres estão praticamente integradas à sociedade”. A fala vazia combina com um governo que por toda a gestão ignorou a luta e políticas públicas voltadas para as mulheres, ao mesmo tempo que incentiva diversas formas de preconceitos e violências.

Por isso, em todo o Brasil, os atos desse 8 de março trazem um grito importante em ano eleitoral: “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais – sem fome, sem machismo e sem racismo”. Nesse levantamento do Catarinas, registramos atos em 61 cidades do país, espalhadas por 24 estados e Distrito Federal. Confira como foram os atos e manifestações pelo país:

Acre 

O governo estadual do Acre adiou o feriado local de 8 de Março para a sexta-feira, dia 11.

Alagoas

Em Maceió, ocorreu um ato público no centro da cidade com panfletagem, panelaço, batucadas, faixas, cartazes e alegorias. A concentração ocorreu às 8h na praça dos Martírios, em direção à Praça Deodoro e com a finalização no calçadão do comércio. O movimento foi organizado pela Frente Feminista, movimentos sindicais, sociais e partidos políticos de esquerda. Diante do Tribunal de Justiça de Alagoas, a Frente Feminista entregou um documento com reivindicações “Pela vida das Mulheres”, também direcionado ao Governo de Alagoas e à Prefeitura de Maceió.

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Manifestação em Alagoas | Imagem: Sintietfal.

Como forma de marcar a data, em Palmeira dos Índios, o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) organizou um encontro de mulheres camponesas no dia 7. Para o MPA, este foi um momento de reafirmar a luta das mulheres contra a fome, por direitos e soberania alimentar.

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Palmeira dos Índios | Imagem: MPA.

Amapá

O Sindicato dos Servidores Públicos do Amapá (Sinsepeap) promoveu dois atos em Macapá: uma Vigília pela vida das Mulheres na Praça das Bandeias no dia 7 de março; e uma marcha em defesa das servidoras públicas, em frente ao Palácio do Setentrião, no dia 8.

Amazonas

Em Manaus, cerca de trezentas mulheres participaram da I Marcha das Mulheres Índigenas do Amazonas. Elas se uniram ao protesto organizado pelo Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, em frente à Delegacia Especializada de Combate à Violência Contra a Mulher.

No município de Parintins, mais de duzentas mulheres marcharam no 8M. Entre as pautas, elas pediam pela criação do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher e que o 8 de Março seja um feriado municipal.

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Parintins | Imagem: Klysna Almeida/Amazônia Real.

Na região amazônica, após ocupação da BR-230, as mulheres se dirigiram à sede da Usina Hidrelétrica do Consórcio Estreito Energia, e protocolaram um documento que denuncia os impactos da abertura de comportas que deixaram muitas famílias sem moradia na região.

Ocupação da BR-230 | Imagem: reprodução.

Bahia

Em Salvador, a concetração ocorreu a partir das 14h, na Praça do Campo, e a marcha teve ínico às 15h até a Praça da Piedade. A manifestação foi convocada por diversos coletivos feministas e partidos políticos de esquerda. Entre as principais pautas, estavam a luta por empregos, direitos e contra a violência machista.

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Salvador | Imagem: Uise Epitácio.

O município de Santo Antônio de Jesus também teve uma marcha neste 8M. Já em Jussari, cerca de 100 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a Fazenda Botafogo, área improdutiva de 313 hectares.

Ceará

Em Fortaleza, o Sindicato União dos Trabalhadores em Educação cobra a prefeitura pela realização de concurso público para professor da rede municipal neste 8 de março. As mulheres também foram às ruas contra a fome, a violência e o racismo e pedindo respeito aos direitos indígenas. 

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Fortaleza | Imagem: reprodução.

Também em Fortaleza, houve o rebatismo da Rua Floriano Peixoto para a Rua Sofia Gisely, jovem travesti assassinada por transfobia em fevereiro de 2022 na cidade. 

No município de Sobral, houve uma marcha com concentração às 17h no Arco do Triunfo.

Na cidade do Crato, região do Cariri, a concentração para a marcha começou às 8h em frente a prefeitura. As 26 entidades responsáveis pela mobilização reforçaram o manifesto “Pela Vida das Mulheres. Fora Bolsonaro e o bolsonarismo. Por um Brasil sem machismo, racismo, LGBTfobia e sem fome. Ele nunca mais!”. Entre as pautas locais, estava a criação e ampliação de creches no município. Também foi realizada uma campanha de arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para famílias de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, chefiadas por mulheres e em situação de vulnerabilidade social.

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Crato | Imagem: @8mcariri.

Distrito Federal

Em Brasília, a marcha saiu da Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional. Entre as demandas, estavam a cassação do deputado Arthur do Val, por mais mulheres na política e derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei 4968/19, que prevê a distribuição gratuita de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade. Após as movimentações, no dia 10 (quinta-feira), o congresso derrubou o veto.

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Brasília | Imagem: reprodução.

Espírito Santo

Em Vitória, as mulheres da cidade, Sem Terras e Quilombolas partiram da Praça Costa Pereira, seguiram pela Avenida Jerônimo Monteiro e ocuparam as ruas do Palácio Anchieta. As mulheres exigiam políticas públicas locais em defesa das mulheres. Também foram denunciadas as agressões sofridas pelas vereadoras Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT). Após o ato, houve uma programação cultural organizada pelo Museu Capixaba do Negro (Mucane) com roda de samba, discotecagem, recital de poesia, apresentação musicais e de danças africanas.

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Espirito Santo | Imagem: SindiBancarios.

Goiás

Em Goiânia, o ato foi uma iniciativa das integrantes do Fórum Goiano de Mulheres e do Fórum Goiano em Defesa de Direitos, Democracia e Soberania. Houve a participação do SINT-IFESgo, ADUFG, CTB, CUT, MST, MTD, entre outras entidades sindicais. A concentração foi na Catedral Metroplitana de Goiânia às 9h.

Maranhão

Em São Luís, a concentração ocorreu na Praça Deodoro às 15h. As mulheres saíram às ruas com o grito “Por um Maranhão sem machismo, racismo, capacitismo, LGBTfobia e fome!”.

Mato Grosso do Sul

Em Campo Grande, as mulheres marcharam pelas ruas centrais da cidade. A concentração começou às 8h na Avenida Afonso Pena com a 14 de Julho.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, movimentos de mulheres e partidos políticos se reuniram na Praça da Liberdade. Foi comemorado seis anos da Casa de Referência à mulher Tina Martins. Entre as principais demandas estava a descriminalização do aborto. As mulheres formaram um tsunami verde pelas ruas, carregando o lenço verde característico do movimento.

Belo Horizonte | Vídeo: @8munificadormbh

Em Juiz de Fora, a programação do 8M contou com diversas manifestações culturais, como shows musicais, cortejo do Maracatu Estrela e teatros. A concetração para marcha ocorreu às 17h na Praça da Estação com destino ao Cine-Theatro Central.

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Juiz de Fora | Imagem: @8mjuizdefora.

As cidades de Divinópolis e Ponte Nova também tiveram marchas. No município de Uberlândia, centenas de mulheres ocuparam a Praça Ismene Mendes. O ato foi convocado pelo movimento de mulheres que constroem o 8M-Udi-2022 e contou com a presença de dezenas de organizações políticas e figuras públicas. 

Em Ouro Preto, cerca de sessenta mulheres marcharam entre a Praça Tiradentes e a Prefeitura do município encerrando a manifestação com um sarau cultural. O ato foi organizado por sindicatos, coletivos, partidos e mulheres da região.

Na cidade de Ipatinga, houve um ato público da secretaria de mulheres do PT e do Fórum em Defesa da Vida. Além da exibição do documentário Mães do Pina seguida de uma roda de conversa.

Em Barbacena, as mulheres seguiram o Cortejo das Elzas ao som da Batucada Barbacena para o ato “Pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais – sem fome, sem machismo e sem racismo”. Às 19h30min, houve uma roda de conversa sobre mulheres e pandemia. 

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Barbacena | Imagem: Frente Popular pelos Direitos de Barbacena.

Pará

Na capital Bélem, diversas organizações sociais, partidos políticos, coletivos feministas e estudantis, organizaram um ato unificado pela vida das Mulheres, em defesa da Amazônia e Fora Bolsonaro. A manifestação seguiu em marcha da Praça da República até o Mercado de São Brás. Os gritos durante a caminhada declaravam: mulheres, água e energia não são mercadorias!

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Belém | Imagem: MAB.

Nas cidades de Ananindeua e Marabá também houveram marchas. Em Altamira, mulheres se reuniram no reassentamento Água Azul para debater sobre seus direitos e organizar sua pauta de lutas. A ação foi organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), projeto social Amigos da Izabel da Serestinha e mulheres do PSOL.

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Altamira | Imagem: reprodução.

Em Santarém, mulheres do município e dos vizinhos, de Belterra e Mojuí, marcharam nas ruas centrais da cidade pelo fim das violências contra as mulheres e com o grito “Parem de nos matar!”.

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Santarém | Imagem: reprodução.

Paraíba

Na capital, as integrantes dos movimentos do campo e da cidade ocuparam a Praça do Ponto de Cem Reais em um ato “Pela Vida das Mulheres, Bolsonaro Nunca Mais!”. Também foram doados alimentos produzidos pelas trabalhadoras da agricultura familiar. O Movimento Olga Benário realizou uma manifestação na porta da Delegacia da Mulher por mais segurança e proteção às mulheres.

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João Pessoa | Imagem: reprodução.

Também em João Pessoa, sindicatos, partidos políticos e organizações feministas saíram à rua para protestar por melhores condições de vida.

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João Pessoa | Imagem: reprodução.

No município de Patos, o movimento Olga fez o lançamento da Marias – Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência. Na cidade de Cajazeiras, foi realizado um ato em memória das mulheres vítimas de feminicídio. 

Paraná

Na capital, Curitiba, a concentração da marcha foi na Praça Santos Andrade, no centro da cidade, a partir das 16h30. Integrantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) expuseram um Botijão Inflável, uma referência que tem sido usada nos protestos da FUP e sindicatos parceiros como uma forma de denúcnia dos preços abusivos dos combustíveis e do gás de cozinha.

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Curitiba | Imagem: reprodução.

As cidades de Londrina e Apucarana também tiveram movimentações. Em Ponta Grossa, o Conselho dos Direitos da Mulher realizou panfletagens em dois horários em frente ao terminal de ônibus central do município. Na sede da ocupação do Parque das Andorinhas, houve a estreia do Cine Ocupa, uma forma de resistência alternativa do movimento da ocupação.

No município de Irati, uma mulher foi esfaqueda pelo ex-companheiro, contra o qual possuia medida protetiva, por volta das 7h30min, na frente do campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). Após o ataque, o homem provocou um acidente e faleceu. A mulher segue internada no hospital Santa Casa de Irati. No período da noite, as estudantes da Unicentro realizaram um protesto pelo fim da violência contra as mulheres no campus.

Irati | Vídeo: reprodução.

A Marcha das Mulheres em Foz do Iguaçu saiu do Bosque Gurani e foi até a Praça da Paz. A mobilização passou pelas principais ruas do centro da cidade. As participantes cobraram políticas públicas e ações em prol da igualdade de gênero na sociedade, e posicionaram-se contra o machismo e a violência. Cerca de 30 entidades e coletivos sindicais participaram da organização.

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Foz do Iguaçu | Imagem: Marcos Labanca/APP.

Pernambuco

Na capital, Recife, mulheres se reuniram na concentração do ato no Parque 13 de Maio, na área central da cidade. A marcha teve início às 17h e contou com a participação de mais de duas mil mulheres. As pautas centrais do movimento foram a defesa do piso salarial da enfermagem e a greve de professores municipais. A greve começou no dia 7 de março, exigindo o cumprimento da lei federal do piso salarial.

Também em Recife, integrates do Movimento de Mulheres Olga Benário ocuparam uma casa na Zona Norte do município, a qual será transformada em uma Casa de Referência de atendimento às vítimas de violências.

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Movimento de Mulheres Olga Benário em Recife | Imagem: reprodução.

Piauí

Em Teresina, houve uma marcha que seguiu pelas ruas da cidade denunciando o governo Bolsonaro, e reivindicando o fim da violência contra as mulheres, do feminicídio e do racismo.

Em Picos, mulheres camponesas do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) foram para as ruas gritar “Bolsonaro nunca mais: por um Brasil sem machismo, racismo e fome!”. O ato contou com lideranças feministas das periferias do município, do povo de terreiro e do PT de oito municípios próximos.

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Picos | Imagem: Beel da Silva.

Rio de Janeiro

Assim como em Recife, o Movimento De Mulheres Olga Benário realizou uma ocupação no centro da cidade do Rio de Janeiro. No total, as mulheres já ocuparam nove prédios abandonados em seis estados brasileiros para construir Casas de Referências que atendam vítimas da violência. O Movimento também aproveitou o 8M para divulgar o trabalho realizado e pedir doações para as ocupações. 

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Movimento De Mulheres Olga Benário no Rio de Janeiro | Imagem: reprodução.

Ainda em solo carioca, no Calçadão de Campo Grande, o Coren-RJ e Sindsprev/RJ organizaram um ato pela votação e aprovação do PL 2564, que normatiza o piso salarial da enfermagem brasileira. A partir das 16h, começou a concentração na Candelária para a marcha do 8M. As mulheres seguiram unidas pelas ruas do centro, reivindicando o fim do bolsonarismo, a valorização da classe trabalhadora, os direitos das mulheres e contra a violência, o machismo, o fascismo, o racismo e a LGBTfobia.

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Rio de Janeiro | Imagem: Carolina Alves/Instituto Pacs.

Rio Grande do Norte

Em Natal, discursos, gritos de guerra, batucada e poesia acompanharam a marcha, entre a Praça Gentil Ferreira e a Avenida Rio Branco. Cerca de mil pessoas participaram da manifestação, organizada por sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais e estudantis.

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Natal | Imagem: reprodução.

No município de Mossoró, as mulheres organizaram uma feira feminista da economia solidária, rodas de conversa, saraus e teatros. Às 16h, a marcha teve início pelas ruas centrais da cidade.

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Mossoró | Imagem: reprodução.

Rio Grande do Sul

Mais de duzentas camponesas ocuparam o pátio da Secretaria de Agricultura, em Porto Alegre. As agricultoras pediam ações do governo que busquem amenizar os impactos da estiagem no estado. “De vários estados do país, as camponesas participaram dos atos do 8 de março, manifestando as lutas e denunciando esse desgoverno, que tem prejudicado a agricultura familiar camponesa de inúmeras formas”, escreveu o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) no Twitter.

Ainda na capital do RS, pela manhã, a CUT serviu um café da manhã para as mulheres que trabalham em cinco galpões de reciclagem. A Tenda Elza Soares, no Largo Glênio Peres, foi placo de rodas de conversas, testemunhos de mulheres e apresentações culturais. Durante a marcha, mulheres da periferia do município cobraram o poder executivo pela falta de água que atinge algumas comunidades como Morro da Cruz.

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Porto Alegre | Imagem: Fabiana Reinholz/Brasil de Fato.

Também houve atos nas cidades de Bagé, Caxias do Sul, Rio Grande e São Leopoldo com panfletagem, rodas de conversa, apresentações culturais e marchas. Em Pelotas, mulheres de diversas organizações, partidos políticos e sindicatos marcharam pelo fim do machismo, sem racismo e por mais igualdade, emprego e justiça social.

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Pelotas | Imagem: reprodução.

Em Santa Maria, mais de duzentas e cinquenta mulheres marcharam. O ato foi organizado por seguimentos sociais, representadas por entidades sindicais, movimentos estudantis, coletivos negros e partidos políticos de esquerda. A concentração ocorreu na Praça Saldanha Marinha, onde ocorria outro evento organizado pela prefeitura, que buscava celebrar a data e as feminilidades, e não interpretar o dia como um momento de luta.

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Santa Maria | Imagem: reprodução.

Rondônia

Em Porto Velho, a CUT e a Frente Brasil Popular realizaram uma panfletagem e um café da manhã solidário no sinal do cruzamento das Avenida Sete de Setembro com Rogério Weber. O manifesto elaborado pelo coletivo das organizações cobra por moradia, educação, saúde, trabalho, alimentação saudável e livre de venenos, transporte público de qualidade, respeito, democracia, e a uma vida livre de qualquer tipo de violência.

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Porto Velho | Imagem: CUT Porto Velho

Camponesas e camponeses do município de Ariquemes realizaram doações de sangue, como um ato de solidariedade. 

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Ariquemes | Imagem: Movimento dos Pequenos Agricultores de Rondônia.

Santa Catarina

Em Florianópolis, ao longo da tarde, o público acompanhou uma programação intensa de apresentações artísticas e rodas de conversa, que culminou na tradicional marcha do 8M. Cerca de quatro mil pessoas ocuparam as ruas do centro da cidade pelos direitos das mulheres, pedindo a descriminalização do aborto e contra o governo Bolsonaro. Saiba mais: 

Pela manhã, nas cidades de Chapecó e São Miguel do Oeste, camponesas do Movimento Mulheres Camponesas (MMC) estiveram em ato unificado com as trabalhadoras urbanas contra a fome, o machismo, o patriarcado, o racismo e todas as opressões e com o grito: “pela vida das mulheres, Bolsonaro nunca mais!”.

Em Lages, mulheres de várias militâncias, entre elas integrantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), se reuniram no ginásio do Colégio Zulmira, no Bairro Popular. Conversas, trocas de experiências, exposição, feirinha, recolhimento de doações para solidariedade e várias ações aconteceram durante a manhã. O evento estava previsto para ocorrer no campo, mas foi transferido por conta da instabilidade do tempo.

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Chapecó | Imagem: MMC.

Em Joinville, movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos de trabalhadoras e outras organizações populares organizaram um ato na praça da Bandeira, às 18 horas. No local, além de manifestações políticas e culturais, houve arrecadação de alimentos não perecíveis, absorventes e roupas usadas. 

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Joinville | Imagem: @resistenciajllepsol

São Paulo

Em frente à sede do partido Podemos em São Paulo capital, mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram uma ação em repúdio às falas machistas do deputado estadual Arthur do Val, sobre as mulheres ucranianas refugiadas da guerra. Durante a marcha na Avenida Paulista, manifestantes queimaram um boneco do deputado em forma de protesto.

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Manifestação em frente ao Podemos | Imagem: reprodução.

Antes da marcha, as mulheres da capital paulista se concentraram em frente ao MASP e ocuparam dois quarteirões da Avenida Paulista com cartazes e gritos de guerra contra o governo de Bolsonaro. Entre as principais pautas estavam a descriminalização do aborto, o fim da pobreza menstrual e a cassação de Arthur do Val.

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São Paulo | Imagem: reprodução.

Em Campinas, a concentração iniciou às 16h no Largo do Rosário, com uma intervenção em denúncia ao alto número de feminicidios no país e uma apresentação do grupo feminino Maracatu Baque Mulher. Em seguida, as mulheres marcharam pelas ruas centrais da cidade, os gritos e cartazes denunciavam o machismo, a violência doméstica e os desmontes das políticas públicas pelos governos Dória e Bolsonaro.

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Campinas | Imagem: Fabiana Ribeiro.

Sergipe

Na capital do estado, a manifestação reuniu centenas de mulheres na orla de Atalaia, um dos cartões postais mais famosos da cidade de Aracaju e de Sergipe. Com o lema “Resistimos para viver, vivemos para transformar”, o ato trouxe diversas reivindicações.

Tocantins 

Durante o 8M, o Sintet Regional de Palmas lançou o Coletivo de Mulheres Trabalhadoras da Educação de Palmas. O sindicato organizou encontros e atos em todo o estado pela pela aplicação dos 33,23% de atualização do piso salarial do magistério e na carreira das trabalhadoras em educação. Mulheres do 8M Tocantins estenderam cartazes em diversos lugares de Palmas, denunciando o machismo, racismo, xenofobia e desmontes do governo Bolsonaro.

Palmas | Imagem: reprodução.

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Estagiária sob supervisão da jornalista Paula Guimarães. Graduanda no curso de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Veja a coluna da Daniela Valenga