Centenas de organizações feministas da América Latina assinam a declaração de solidariedade/Arte: reprodução

Organizações feministas da América Latina lançam manifesto em apoio à Amazônia

Postado em 23/08/2019, 16:21

O Portal Catarinas assina a Declaração de apoio e solidariedade às comunidades da Amazônia, ao lado de centenas de organizações e coletivos feministas da América Latina. Leia na íntegra o manifesto publicado hoje (23):

Assine aqui! 

“Território: nosso corpo, nosso espírito”. Declaração de apoio e solidariedade às comunidades da Amazônia.

Nós: mulheres, lésbicas, travestis, trans, indígenas, camponesas, indígenas, negras, afrodescendentes, comunitárias, periféricas, urbanas, trabalhadoras, latino-americanas e o mundo, nos unimos para repudiar o fogo genocida da Amazônia no Brasil, que começou em Brasil e se estende à Bolívia, Peru e Paraguai. A Amazônia é o coração pulsante da própria vida – que tem milhões de formas, mas é apenas um – órgão vital do mundo: é o lugar onde uma força do cosmos, a luz do sol, é transformada em grande parte do ar que respiramos quase todas as formas de vida no planeta.

A Amazônia é o lugar onde os minerais são feitos terra e a terra é sustentada graças às redes que tecem suas árvores centenárias em seu seio que borbulha seres grandes e pequenos ao longo dos rios. A Amazônia é o lugar onde os rios brotam de fontes que há milhões de anos ficam embaixo de quilômetros de rochas e fornecem a umidade necessária para viver a terra e as árvores e seus milhares, milhões de animais e plantas. A Amazônia é o lugar onde a vida se faz e nos faz com o ar, a umidade e a regulação do clima. A Amazônia é o lar, a fonte de vida de centenas de povos indígenas que, por sua vez, a protegem da depredação de capital, dos capitalistas, dos povos que protegem a água de hoje e do futuro, os alimentos que muitos Nós comemos.

A Amazônia e seus habitantes são a resistência ancestral à imbecilidade humana, ao antropocentrismo criminoso que gira em torno, é claro, do universal masculino. A Amazônia está sendo exterminada pela ação direta do capitalismo extrativista. Não aceitamos a violência ou as mortes a que os indígenas estão sendo submetidos e as comunidades que viveram durante séculos em cuidado mútuo com a selva e com todos os seres não humanos que a habitam.

Nós: mulheres, lésbicas, travestis, trans, indígenas, camponesas, indígenas, negras, afrodescendentes, comunitárias, periféricas, urbanas, trabalhadoras, latino-americanas e o mundo agradecem e apoiamos as lutas dos amazônicos de mais de 130 povos que deixaram o país. Primeira marcha das mulheres indígenas do Brasil a denunciar o aumento do desmatamento na Amazônia em 67% desde a chegada do governo terrorista-extrativista-patriarcal de Bolsonaro. Com o lema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, a marcha denunciou a urgência do cuidado com os vivos, das florestas e da água, e exigiu a cessação da violência sexista e racista contra eles e contra as crianças.

A Primeira Marcha das Mulheres Indígenas relata um novo tipo de luta pelo território, também entendido como o planeta em que vivemos e contra as causas capitalista-extrativista-patriarcal da mudança climática. Também vimos a força da Marcha Margaritas, que alguns dias antes reunia trabalhadores rurais, a floresta e as águas de todos os estados brasileiros.

Nós, esses corpos feminizados que somos, rejeitamos a violência e o extermínio colonial do que existe e agradecemos às nossas irmãs amazonas e camponesas porque sua luta é nossa luta. Sabemos que empresários, fazendeiros e seus agentes causaram o incêndio. Eles buscam desmatar a floresta e deslocar as comunidades para ampliar a fronteira agrícola e pecuária e favorecer a acumulação extrativista e genocida do agronegócio. Entendemos que é uma forma de disciplina atroz, uma resposta desenfreada à energia que conseguiu animar e elevar em todo o mundo a marcha das mulheres indígenas, guardiões da selva e as formas de existência insurgentes que ela abriga.

“Quando defendemos nossos territórios, nossos corpos e nossos espíritos, estamos também defendendo as vidas dos outros povos que habitam este planeta.” Assim também disseram várias das mulheres que caminhavam pelas ruas de Brasília com seus filhos: “É na vida comunal que uma vida decente pode ser sustentada”. Com eles e para todos, apelamos às organizações feministas de todo o mundo para que demonstrem e exijam que sejam tomadas as medidas necessárias para acabar com o incêndio.

#NiUnaMenos #VivasNosQueremos #FueraBolsonaro # MachistasRacistasNoPasarán

Colectivo Ni Una Menos – ARGENTINA

Comité Socioambiental Coordinadora Feminista 8M – CHILE

Movimiento por el Agua y los Territorios (zonal centro) – CHILE

Nora Cortiñas, Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora – ARGENTINA

Colectiva materia – ARGENTINA

Grupo Matamba – ARGENTINA

Cooperativa Minga de trabajo, ARGENTINA

Movimiento Afrocultural, ARGENTINA

Vem pra luta amada, de Río de Janeiro, BRASIL

Columna Negras Indígenas Racializadas y Disidencias, ARGENTINA

Movimiento de Mujeres de Kurdistán, KURDISTAN

Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas – ADELINAS, BRASIL

Elijo Dignidad -GUATEMALA

CLADEM

Marea Verde Jurídica -MEXICO

Encuentros de Feminismo Popular -ARGENTINA

Ni Una Menos -COSTA RICA

Ni Una Menos- San Juan – ARGENTINA

Ni Una Menos Santa Fe – ARGENTINA

Colectiva Ni Una Menos Moreno, ARGENTINA

Colectiva Ni Una Menos Bolsón, ARGENTINA

Ni Una Menos Fiorito, ARGENTINA

Ni Una Menos Mendoza, ARGENTINA

Colectiva Ni Una Menos Santiago del Estero -ARGENTINA

Agenda de Géneros -Santiago del Estero – ARGENTINA

Ammar Santiago del Estero, ARGENTINA

Asamblea Popular Feminista, ARGENTINA

Emergentes, ARGENTINA

Midia NInja BRASIL

Fora do Eixo – BRASIL

Coletivo Passarinho

8M Brasil, BRASIL

Hermanas, BRASIL

Serigrafistas queer, ARGENTINA

Centro de Investigaciones Antifascistas, ARGENTINA

Cromoactivismo, ARGENTINA

La Sandía Digital, laboratorio de cultura audiovisual – MEXICO

Colectiva Rebelión (@rrebelionn) -MEXICO

Presencia y Palabra: Mujeres Afroperuanas (PERU)

Revista Ojo Zurdo (PERU)

Colectivo Audiovisual Minkaprod (PERU)
Colectiva Sostenibles (PERU)

La Garganta Poderosa (PERU)

Mujeres tejiendo sueños y sabores de paz, COLOMBIA

Observatorio contra el acoso callejero – GUATEMALA

No tan distinta – ARGENTINA

MOVIMIENTO DE LOS PUEBLOS – POR UN SOCIALISMO FEMINISTA DESDE ABAJO //// Frente Popular Darío Santillán-Corriente Nacional // Izquierda Latinoamericana Socialista//Movimiento por la Unidad Latinoamericana y el Cambio Social // Frente Popular Darío Santillán – Campaña por la Aparición con vida de Diana Colman –  Secretaria de Genero de CTA- A  Alte Brown – Pte Peron – Agrupación Che Docente

Colectivo – Residentes voluntarios de la localidad de Los Mártires.

MOI 8 de Abril -ARGENTINA

Colectiva Feminista La Revuelta, Fiske Menuco, Neuquén y CABA -ARGENTINA

Pañuelos en Rebeldía

Feministas de ABYA YALA

No Tan Distintas, ARGENTINA

Revista La Negra del Sur, ARGENTINA

Frente de Mujeres UNGS, ARGENTINA

Catedra Identidades, discursos sociales y tecnologias de género (Facultad de Cs Sociales – UBA), ARGENTINA

Movimiento de Mujeres Indígenas por el Buen Vivir

Mujeres de la Mesa Reconquista de José León Suárez, ARGENTINA

Cumbre Popular Urbana, COLOMBIA

Entre Redes, COLOMBIA

Pedalea como una piba, ARGENTINA

Comisión de géneros ENS No 3., Buenos Aires, ARGENTINA

Colectivo de artistas de Córdoba, ARGENTINA

Taller de serigrafia colectiva, ARGENTINA

Plataforma feminista sobre violencias/ Feminist research on violence, Nueva York, EEUU.

FPDS Frente Popular Darío Santillán, ARGENTINA

Nosotras Proponemos, ARGENTINA

Red Furia Feminista

SOCORRISTAS EN RED (feministas que abortamos), ARGENTINA: Bahía Rosa – Socorristas en Red (Bahía Blanca), Colectiva artivista feminista socorrista Las Hilando. Córdoba, Colectiva feminista La revuelta (Neuquén), Dora te escucha (Paraná, Entre Ríos),La Hoguera Socorro Rosa Tierra del Fuego,Las Fugas Rosario, Las Hilarias Socorristas en Red (San Juan), Las Nanas Socorristas en Red (Santa Fe), Las Rudas Socorristas en Red Villa Mercedes (San Luis), Maleducadas Kisulelaiñ Socorro Fiske, Manos a la otra – colectiva feminista (Villa Gesell), Revueltas Socorristas- CABA, Rosa Salvaje (Viedma, Río Negro), Río Rosa Socorro Río Colorado, Socorristas Catamarca, Socorristas Misiones, Socorristas Olavarría, Socorristas en Red (azul), Socorristas en Red General Pico, Socorristas en Red Los Lagos (Neuquén), Socorristas en Red Santa Rosa, Socorro Comarca Andina (Chubut y Río Negro), Socorro Rosa Balcarce, Socorro Rosa Chaco Corrientes, Socorro Rosa Jujuy, Socorro Rosa Necochea-Quequen, Socorro Rosa Quebrada y Puna (Jujuy), Socorro Rosa Rabiosa (Comodoro Rivadavia), Socorro Rosa Salta, Socorro Rosa San Francisco- “Las Rivas”, Socorro Rosa Santa Elena, Socorro Rosa Santiago del Estero, Socorro Rosa Tandil, Socorro Rosa Tucumán, Socorro Rosa Villa María Villa Nueva / Tribu Rosa,Socorro Rosa Villa Regina, Socorro Villa la Angostura

Filo Feminista (FFyL, UBA) – ARGENTINA

Verónica Pelaccini, Argentina.

Gabriela Cabezón Cámara, Selva Almada, Vera Giaconi, Carla Maliandi, Escritoras argentinas, ARGENTINA

Colectiva ACTRICES ARGENTINAS, ARGENTINA

Colectivo Antroposex, ARGENTINA

Una somos todas, BOLIVIA

Gladys Tzul Tzul, Maya K’iche.

Jovita Tzul Tzul, Maya K’iche’.

YasnayaAguilar, Mixe.

Lucía Ixchiu -Festivales Solidarios -Guatemala

Ruth Quevedo Fique. Siembra Liderazgo Colectivo, COLOMBIA

Colectivo Futbolero Femenino Escarlata, COLOMBIA

Caso gonotaser, COLOMBIA

Pluriversidades Feministas, MEXICO

Colectiva Louise Michel: CHILE / MEXICO

Red Memoria y Justicia, MEXICO

Revista Amazonas – ARGENTINA, BRASIL, COLOMBIA, ECUADOR

Grupo de investigación Entramados comunitarios y formas de lo político, Puebla – MEXICO

Desencajadas/Asamblea Popular Plaza Dorrego-San Telmo, ARGENTINA – Marcela Lladó/Asociación Vive la Bici, Santiago de CHILE

ABOFEM, Abogadas Feministas, ARGENTINA

YoNoFui, ARGENTINA

Colectivo Vitrina Dystopica- CHILE

Red de Mujeres y Disidencias Organizadas de la villa 21-24 y Zavaleta, Buenos Aires, ARGENTINA

WIE Women in Engineering USCO COLOMBIA @UscoWie @Katerin_Perdom

Rakas Bikepolo, Bogotá COLOMBIA

REDIMYD Red de Mujeres y Disidencias en Bicicleta – COLOMBIA

Qollana Fundación, COLOMBIA

Diálogo Político de Mujeres Afrouruguayas

Grupo ATABAQUE Por un país sin exclusiones URUGUAY

Federación IFA del Uruguay

Aura Rodríguez V., Bogotá, Colombia

Colectiva Sabbat Rueda La Fuerza, Cali – Colombia

Día de la Bici – Cali – Colombia

Cicleandoenlima-Perú

Asociación Internacional de Mujeres Abrazando México AMAM AC, MEXICO

Red de Feministas y Organizaciones de Mujeres del Estado de México RUFEM,

Red de Mujeres Medicina Indígenas, Afromexicanas, Rurales y Campesinas MEXICO

Juliana Salazar Romero, Cali- Colombia

Colectiva El Costurero – Paipa, COLOMBIA

Adriana Cabrera Velásquez – Paipa, COLOMBIA

Silvia Restrepo Uribe – Paipa, COLOMBIA

Michel Tatiana Zuluaga Duque-Cali Colombia

El Ovillo Colectivo de Tejido

Fundación Integrados

Nili Johana Betancur Posada – Cali, COLOMBIA

Marcha das Margaridas, BRASIL

Red de Género y Comercio, BRASIL, URUGUAY y ARGENTINA

Asociación Lola Mora, ARGENTINA
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Colectivo de Antropólogas de Ecuador

Jenniffer Sainea Núñez – Bogotá, COLOMBIA




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