A presidenta do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Rio de Janeiro, Maria Izabel Monteiro, em vídeo, pede que empregadores liberem as trabalhadoras domésticas durante a pandemia.

Quarentenas discute os impactos da pandemia para o trabalho doméstico

Postado em 31/07/2020, 9:25

Já está no ar o segundo episódio do podcast “Quarentenas: gênero, sexualidade e feminismos em tempos de pandemia”, projeto da Rede Fluminense de Núcleos de Pesquisa de Gênero, Sexualidade e Feminismos nas Ciências Sociais (Redegen). O programa é um canal de divulgação científica e seus episódios estão disponíveis no Soundcloud, Spotify e no site da rede.

Neste segundo episódio, temos o encontro das pesquisadoras Hildete Pereira de Melo e Debora Thomé, entrevistados por José Szwako (pesquisador do NIMMIN) e Ana Bárbara Araújo (pesquisadora NESEG e do Labgen). A conversa tratou dos impactos e das desigualdades envolvidas quando o assunto é o trabalho doméstico, remunerado e não remunerado, durante a pandemia.

Para as pesquisadoras, esse tema escancarou desigualdades que já estavam postas muito antes da crise sanitária mas que, por suas características, tem sido historicamente negligenciado. Hildete Pereira de Melo é professora da Faculdade de Economia e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Sociais da UFF (Universidade Federal Fluminense), Núcleo de Pesquisas em Gênero e Economia. é doutora em ciência política e professora do Columbia Women’s Leadership Network.

“A sociedade — tanto no Brasil, quanto no mundo — sempre relegou esse trabalho a um papel de algo sem relevância, vivido no interior das famílias e despercebido da vida e importância econômica. As mulheres abonadas serviam para reproduzir a espécie humana e, para isso, eram mães glorificadas como ‘rainhas do lar’. Assim, donas de casa e suas empregadas domésticas seguiram destinos desiguais”, lembra Hildete. “A explosão da pandemia de covid-19, de repente, remexeu essa dinâmica e trouxe mais dramas e questões a uma relação já complexa”.

O podcast “Quarentenas” vai contar com entrevistas e conversas com pesquisadoras/es, ativistas para tratar dos dilemas mais urgentes da nossa contemporaneidade e será divulgado mensalmente no Portal Catarinas. Plural por definição, “Quarentenas” espelha as múltiplas faces do cenário pandêmico atual, atravessado por diferenças e desigualdades interseccionadas.

Sobre a Redegen
É composta pelo Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), Grupo de Estudos sobre Família Contemporânea (GREFAC), Laboratório de Estudos de Gênero e Interseccionalidade (LABGEN), Núcleo de Estudos em Corpos, Gêneros e Sexualidades (NUSEX), Núcleo Interdisciplinar de Mulheres, Movimentos, Instituições e Normatividades (NIMMIN), Núcleo de Estudos em Desigualdades Contemporâneas e Relações de Gênero (NUDERG) e Núcleo de Estudos de Sexualidade e Gênero (NESEG). A rede tem a coordenação geral de Aparecida Fonseca Moraes (NESEG/PPGSA) e San Romanelli Assumpção (NIMMIN/IESP); a coordenação de comunicação de Verônica Toste (LABGEN/UFF) e a secretaria executiva de Carla de Castro Gomes (PAGU/Unicamp e NESEG/PPGSA) e de Madalena Gonçalves (NIMMIN/IESP).

Serviço:
Disponível nas plataformas Spotify e Soundcloud
Quarentenas tem a direção e edição da jornalista Renata Rodrigues. A música de abertura é uma composição de Leandro Braga, também ao piano.




Portal de jornalismo especializado em gênero, feminismos e direitos humanos.
Veja a coluna da Portal Catarinas