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A publicação bimestral apresenta conteúdos sobre direitos sexuais e reprodutivos neste momento de crise. Fonte: Capa/divulgação.

Grupos feministas lançam hoje boletim sobre saúde reprodutiva em tempos de pandemia

Postado em 19/08/2020, 16:00

Diante da crise sanitária imposta pela COVID-19 e do avanço do conservadorismo no país, um grupo de organizações feministas que trabalham com comunicação se organizaram para disseminar informações qualificadas sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos. O boletim “Futuro do Cuidado – Justiça Reprodutiva em Tempos de Pandemia”, inaugurado hoje, tem como objetivo reafirmar a importância da garantia desses direitos, ainda mais em tempos de grandes incertezas.

“Por qualquer ótica que olhemos, sanitária, econômica ou política, a crise que enfrentamos é uma crise da reprodução da vida. Por isso, não há como falar em saídas para o momento atual sem colocar os temas de justiça reprodutiva no centro das análises e das respostas. O boletim reúne, ao mesmo tempo, informação confiável e uma proposta para o necessário agendamento político desses temas”, explica Gabriela Rondon, advogada da Anis – Instituto de Bioética.

Nesta edição de agosto, a publicação aborda novas descobertas científicas como o risco de transmissão da covid-19 da gestante para o feto e discute a alta notificação de mortes maternas no Brasil durante a pandemia que, segundo estudo publicado na  International Journal of Gynecology and Obstetrics, corresponde a quase 80% das mortes mundiais registradas. Para acessar o boletim basta acessar o site: futurodocuidado.org.br.

Formado por organizações como Anis – Instituto de Bioética, Cfemea, Campanha Nem Presa Nem Morta, SPW, Grupo Curumim, Portal Catarinas e Rede Feminista de Saúde, não é a primeira vez que o grupo se reúne para produzir conteúdo em defesa das mulheres e de todas as pessoas que possam gestar. Em 2018, os mesmos coletivos ajudaram a construir o Festival pela Vida das Mulheres, em Brasília, durante a Audiência Pública sobre a ADPF 442, ação que pede a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. O Festival promoveu oficinas, debates e disseminou materiais diversos com informações sobre direitos sexuais e reprodutivos.




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