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11º Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea ocorre entre 24 e 30 de maio, totalmente online.

Festival Internacional de Dança oferece oficinas gratuitas

Postado em 10/05/2021, 11:23

O Festival 11º Múltipla Dança, que ocorre de 24 a 30 de maio, terá quatro oficinas gratuitas com certificação

O 11º Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea, que acontece entre os dias 24 e 30 de maio, inteiramente on-line, vai oferecer, nesta edição, quatro oficinas ministradas por cinco profissionais entre os dias 25 e 30 de maio, em diferentes horários. Com certificados, inscrições gratuitas e 25 vagas (100 no total) condicionadas a um processo seletivo com o envio de um breve currículo, as aulas asseguram distintos públicos e abordagens. As inscrições podem ser feitas a partir do formulário disponível neste link.

Focado na dança como experiência produtora de conhecimentos e acontecimentos, dedicado a promover a criação e difusão da dança contemporânea e tecido na articulação entre artistas profissionais, convidados, pesquisadores e o público, o festival é viabilizado pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura – 2020.

Oficinas

“Sankofa – a Dança como Presente” – Orun Santana (PE) – 28 a 30 de maio, 15 às 17h, Google Meet

Orun Santana, artista, bailarino, capoeirista, professor, pesquisador em dança e cultura afro de Recife (PE), estrutura o conceito da oficina na sua pesquisa em dança intitulada “Ancestralidade do Presente”, na qual usa os princípios da dança dos orixás e da técnica acogny de danças africanas como método investigativo do corpo em sankofa, que retrata um pássaro firme no chão, a cabeça para trás, e simboliza a necessidade de olhar o passado, acessar a história vivida para aprender. Corpo ancestral, dança primordial que emerge na construção de uma relação com o tempo, o professor bailarino quer alunos com idade acima de 16 anos porque propõe uma experiência prática de dança. “Mover o tempo dentro de nós, construir novos presentes para nós mesmos”, explica Santana para quem o mover ancestral ancora-se no tempo, cria conexão do passado presente no corpo, constrói novos futuros.

Orun Santana. Foto: Livia Neves/Divulgação.

“Múltiplas Críticas” – Néri Pedroso (SC) – 25 a 27 de maio, 14 às 16h, Google Meet

Atende estudantes, artistas, pesquisadores, professores, espectadores, formadores de opinião e interessados na prática de um texto crítico. À luz da era da comunicação, a partir de uma reflexão teórica sobre o papel da crítica, aproxima crítica e criação na emergência de um repertório em sintonia com a dança contemporânea. Cada encontro de duas horas, é ministrado pela jornalista Néri Pedroso, também uma das articuladoras e assessora de imprensa do Múltipla Dança. Ela quer compartilhar sua experiência em jornalismo cultural no papel de editora e coordenadora de cadernos nos quais sempre manteve um elenco de críticos, pois entende que a produção artística pede legitimação e análises criteriosas que permitam pensar a criação sob outra ótica, além de intermediar olhares entre artistas e espectadores, bem como produzir memória sobre obras e eventos.

Um diferencial do 11º Múltipla Dança é enfatizar o desejo de textos críticos. Os participantes são convidados à experimentação, podem produzir um texto sobre o 11º Múltipla Dança com foco em um espetáculo, oficina, diálogo, conferência, qualquer uma das ações ou sobre o festival por inteiro. Do conjunto, apreciado por um comitê editorial, cinco textos serão pagos – R$ 300,00 – e ganham publicação nos sites Midiateca de Dança e Conectdance. Além de Néri Pedroso, o comitê conta com as críticas de dança Ana Francisca Ponzio e Sandra Meyer.

“Dança em Palavras: Experiência com Audiodescrição” – Lilian Vilela (SP) – 25, 26 e 28 de maio, 10 às 12h, Google Meet

A oficina instiga experiências com a audiodescrição, recurso de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, baixa visão, entre outros. Atividade de mediação linguística que transforma informações visuais em verbais, a técnica possibilita maior participação e interação das pessoas no mundo das artes. A professora Lilian Vilela alerta que não é necessário conhecimento prévio sobre o recurso de audiodescrição, basta estar interessado em participar. A oficina propõe elaborar frases de movimentos escritas e adentrar em histórias dançadas com a intenção de compartilhar experiências com e sem o uso do sentido da visão. Professora nos cursos de bacharelado e licenciatura em artes cênicas, e do programa de Pós-graduação em Artes no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo. É graduada em dança, mestre em educação motora e doutora em educação. Intérprete e criadora em dança com a Balangandança Cia., Grupo Saia Rodada e outros grupos com os quais fez apresentações em diferentes Estados do Brasil, Portugal, Finlândia e Austrália. Audiodescritora e consultora de dança em trabalhos audiodescritos (AD) com atuações como roteirista e narradora em mostras e espetáculos de teatro e dança.

Cie. À Fleur de Peau. Foto: Silvia Machado/Divulgação.

“Dançar Nossas Histórias” – Denise Namura e Michael Bugdahn, da Cie. À Fleur de Peau (França) – 26 a 28 de maio, 15 às 17h, Google Meet

A Cie. À Fleur de Peau, constituída por Denise Namura e Michael Bugdahn (França), tem como público alvo pessoas acima de 60 anos com motivação e desejo de participação assídua numa oficina de dança-teatro, cujo principal objetivo é a prática do movimento lúdico, tratada com humor e sensibilidade. A partir do prazer da dança, querem desenvolver o exercício de memória e liberar o imaginário, ou seja, como se expressar com o corpo e dançar inspirando-se em seus próprios gestos, histórias e lembranças. Denise e Michael têm o humano no centro da prática artística, o desenvolvimento da relação dos indivíduos dentro de um grupo e criação de um espaço de liberdade. Em razão da pandemia, por meio de uma tela, no espaço virtual, os participantes criam alguns módulos dançados a partir de certas indicações, utilizam elementos dos espaços onde estão em isolamento social e/ou ligados às suas próprias histórias. Os coreógrafos, que consideram o ensino e a transmissão como aspectos essenciais de sua pesquisa, também sugerem o aprendizado de algumas sequências dançadas. O resultado da oficina ganha uma mostra de processo criativo, nos dias 29 e 30 de maio, às 18h, no Youtube. Denise é brasileira, Michael é alemão. Eles vivem em Paris desde 1979, onde fundaram a companhia em 1989. Desenvolvem peças coreográficas híbridas, com o gesto carregado de sentido, uma escritura poética e um humor tragicômico.

SERVIÇO

O quê: 11º Múltipla Dança – Festival Internacional de Dança Contemporânea
Quando: 24 a 30.5.2021, diariamente
Onde: Zoom, Meet, YouTube, Instagram, Facebook
Inscrições para oficinas: https://forms.gle/Jcdn5Z7HrgvoSVk29
Quanto: gratuito (todas as ações)
Classificação: livre para todos os públicos

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