O segundo episódio de FÉministas: evangélicas por um futuro democrático e amoroso apresenta mais uma possibilidade de interpretação da Bíblia a partir da perspectiva das mulheres. Teologia feminista: remover pedras e plantar flores apresenta nomes que foram fundamentais para a concepção desse campo de estudo bíblico. 

A história da teologia feminista é a prova de que não se promovem mudanças sociais profundas sem a presença de mulheres cristãs. Surgido em meio a revolução cultural dos séculos 20 e 21, esse campo de interpretação da Bíblia tem em seu germe importantes nomes de mulheres que participaram do movimento sufragista, por exemplo.

O episódio resgata o início da teologia feminista, em meio a revolução cultural dos séculos 20 e 21. Além de destacar o grupo de mulheres cristãs norte-americanas, liderado pela famosa sufragista Elizabeth Stanton, que começou a se reunir para fazer um levantamento de todas as passagens bíblicas nas quais existiam referências à mulher. Desse trabalho surgiu a Bíblia das Mulheres, que propunha a reinterpretação dos trechos bíblicos. 

Ivone Gebara, Ofélia Ortega, Lusmarina Campos Garcia, Maricel Mena López e Nancy Cardoso Pereira, citadas durante o episódio, estão entre as mulheres pioneiras na teologia feminista. Mulheres reconhecidas pelo pensamento e pela atuação em prol de uma espiritualidade cristã libertária para as mulheres.

A produção conta com entrevistas de Simony dos Anjos, Lilian Conceição e Elis Lages, da Rede de Mulheres Negras Evangélicas, e com a participação da pastora Odja Barros no quadro “Revendo as Escrituras”. A pastora comenta sobre um famoso trecho bíblico que está no livro De Efésios 5 : Versículos 22 a 27, comumente utilizado para afirmar a submissão das mulheres. 

“A gente apelidou a teologia feminista da teologia da suspeita. A gente suspeita do texto o tempo inteiro. Então, você vai chegar e vai dizer assim: ora se está comandando essas mulheres ficarem quietas o que elas estavam dizendo que estava incomodando? Será que elas estavam denunciando um líder abusador? Será que elas estavam discordando da maneira como a igreja estava sendo organizada?”, explica Simony dos Anjos. 

Assim como nas temporadas anteriores, o objetivo do Narrando Utopias é esperançar, unir-se com outras pessoas para ajudar a construir no presente o futuro ético e justo que sonhamos para todas, todes e todos. Desta vez, ouvindo mulheres que estão na disputa por novas possibilidades de espiritualidade e que atuam pela construção de um futuro com base no bem viver, na soberania popular e no Estado Democrático de Direitos.

A nova temporada faz parte do projeto Narremos a Utopia, uma iniciativa do Inspiratorio.org para imaginar futuros feministas, interseccionais e inspiradores.

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