Nossa Força, Nossa Voz é candidatura em defesa da participação das mulheres negras

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Imagem: reprodução.
Postado em 22/09/2022, 11:09

Vanda Pinedo, Luciana Freitas e Claudete Chaves integram a candidatura coletiva Nossa Força, Nossa Voz para o  cargo de deputada estadual em Santa Catarina pelo Partido dos Trabalhadores (PT), na coligação Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV. 

Vanda Pinedo é militante do Movimento Negro Unificado de Santa Catarina (MNU), professora da Rede Estadual na Educação Quilombola/EJA e Secretária Estadual de Combate ao Racismo do PT/SC. Pinedo, que participou da criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Florianópolis, é membra do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. 

Luciana Freitas é moradora do Maciço do Morro da Cruz, também militante do MNU, integrante do Projeto de Educação Comunitária Integrar, da Gestão Estudantil Universitária Integrar (Gestus) e do grupo EscutAção. Mestre em educação, é professora da Educação Escolar Quilombola e conselheira estadual de Alimentação Escolar.

Graduada em Pedagogia com especialização em assuntos da educação, Claudete Chaves é professora da Rede Municipal de Educação de Florianópolis. Sua luta se destaca nas mobilizações pela liberdade do ex-presidente Lula, quando ele ficou preso em Curitiba.

Nossa Força, Nossa Voz é a décima e última candidatura a responder ao questionário proposto pelo Catarinas para divulgar as candidaturas de mulheres comprometidas com a agenda política feminista, antirracista e LGBTinclusiva no estado. 

As entrevistas foram publicadas diariamente por ordem de chegada.

Acompanhe a entrevista de Vanda de Oliveira Gomes Pinedo, representando Nossa Força, Nossa Voz

Conte sobre sua trajetória de vida/militância e quais motivações a levaram a disputar essas eleições.

A ausência nos espaços de poder e o descaso com nossas pautas pelos políticos que nos procuravam, nos levaram a querermos ampliar na perspectiva do parlamento nossa caminhada de luta e resistência.

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Você tem conseguido verba para a campanha? Como são divididos os fundos eleitoral e partidário entre as candidaturas? Você recebeu apoio e recursos do seu partido?

Sim, legalmente temos a verba para candidaturas negras, mas o PT já tinha uma política de incentivo para negras e negros, mulheres juventude e LGBTQIA+, ainda que seja demorada a chegada dos recursos. Público prioritário precisa de políticas e estratégias prioritárias.

Quais as principais questões a superar hoje em relação à desigualdade de gênero? E quais suas propostas para resolver essa questão no cargo que você quer ocupar?

O mais agravante é lutar por instrumentos, espaços e políticas que se pautem pelo fim da violência contra mulher, acolhimento das mulheres vítimas de violências para não sermos mortas pelo feminicídio. 

Quais os principais temas a serem debatidos, hoje, em Santa Catarina e no Brasil? Quais propostas você apresenta para pautá-los?

Construção de Políticas de desenvolvimento e protagonismo das mulheres, juventude e do povo negro.

Como você pretende atender as diferentes especificidades das mulheres, contemplando em seus projetos as mulheres negras, indígenas, lésbicas e mulheres trans?

Atendendo às necessidades específicas das lutas de cada segmento,  envolvendo-as como protagonistas de suas ações, promovendo formações que as leve à política de geração de renda. 

Na sua opinião, quais questões mais graves afetam as vidas da população LGBTQIA+? Quais suas propostas para enfrentá-las?

Nossas pautas enquanto política para a diversidade deverão incluir os setores excluídos e marginalizados pelas estruturas eurocêntrica, hetéro e patriarcal.

E sobre as desigualdades raciais, quais suas propostas para superá-las?

Quando falamos diversidade, estamos incluindo ações que combatam todas as formas de opressão, racismo, violências e intolerância aos segmentos sociais afetados pelo racismo estrutural.

Enquanto uma candidata feminista, como pretende atuar de forma a enfrentar os discursos reacionários que não admitem que as mulheres tenham autonomia plena sobre seus corpos, que acreditam na existência de uma “ideologia de gênero” e comprometem a implementação de políticas públicas, principalmente na área da educação, voltadas à equidade de gênero?

Equidade de gênero e fim da violência contra mulher são pautas que necessitam ser intensificadas e só com nossa presença no parlamento elas serão encaminhadas e defendidas, sempre como protagonistas da ação.

A sua plataforma política prevê o incentivo à participação da sociedade na discussão e elaboração de políticas públicas? De que forma?

A retomada dos debates com a sociedade civil organizada para a construção de direitos e políticas é uma necessidade urgente para a participação social e disputa do Estado hegemônico, tudo a construir. 

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