Entre a defesa do feto e da chacina
Políticos entusiastas da morte aplaudiram a matança, enquanto faziam do corpo das meninas moeda eleitoral e instrumento de poder moral.
Políticos entusiastas da morte aplaudiram a matança, enquanto faziam do corpo das meninas moeda eleitoral e instrumento de poder moral.
A operação, que o governador tenta chamar de “sucesso”, é um fracasso sob qualquer critério sério. O saldo: centenas de mortos, investigações prejudicadas e uma favela em luto.
Conforme a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, são mais de 130 mortes registradas após a chacina no Complexo do Alemão.
O mês da conscientização sobre o câncer de mama nos lembra que amar é cuidar e estar presente, e que não é só o corpo que adoece.
Nem mães, nem filhas. Nem maratonistas do CLT, nem surfistas das audiências digitais: A Vale Tudo contemporânea abandona o cinismo da classe média estanque em troca da neutralização da raça e do fetiche pelos super ricos.
No Marajó e em qualquer casa brasileira, Manas expõe o pacto de silêncio que protege agressores e condena meninas a viverem sob medo e violência.