“Deixar de fazer a trilha não é opção”: caso Catarina e o medo imposto às mulheres
Catarina Kasten foi vítima de feminicídio quando se deslocava para uma aula de natação em Florianópolis (SC).
Catarina Kasten foi vítima de feminicídio quando se deslocava para uma aula de natação em Florianópolis (SC).
Políticos entusiastas da morte aplaudiram a matança, enquanto faziam do corpo das meninas moeda eleitoral e instrumento de poder moral.
Mesmo com autonomia financeira, muitas mulheres ainda são capturadas por armadilhas emocionais.
O que acontece quando meninos de nove ou dez anos passam a mimetizar, em brincadeiras e gestos, cenas que viram na pornografia?
Duas décadas depois da criação da Lei Maria da Penha, ela continua sendo um marco legal de resistência. Mas o Brasil que a sancionou ainda se mostra incapaz de garantir o direito mais básico a milhares de mulheres: o de permanecer vivas.
A brutal agressão cometida por um ex-jogador de basquete contra a então namorada não é um caso isolado. É reflexo de uma cultura que ainda permite que mulheres sejam espancadas, desacreditadas e silenciadas.